newsgyn
Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Login
News GYN
  • Notícias
    • Economia
    • Política
  • Brasil
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Tecnologia
  • Vídeos
Sem Resultado
Ver todos os resultados
newsgyn
Sem Resultado
Ver todos os resultados

Federações viram caminho quase obrigatório para enfrentar cláusula de barreira

Administrador Por Administrador
9 de janeiro de 2026
Em Política
A A
federacoes-viram-caminho-quase-obrigatorio-para-enfrentar-clausula-de-barreira

Federações viram caminho quase obrigatório para enfrentar cláusula de barreira

Bruno Goulart

As federações partidárias surgiram como uma tentativa do sistema político brasileiro de reorganizar o tabuleiro eleitoral após o fim das coligações proporcionais e a implantação progressiva da cláusula de barreira. A proposta era simples no papel: reduzir o número de partidos e induzir, no longo prazo, fusões e incorporações. Na prática, porém, o modelo tem produzido resultados ambíguos e, em alguns casos, tensões que colocam em xeque a própria sobrevivência de siglas menores.

Atualmente, o cenário é marcado por movimentos estratégicos e também por recuos. A federação PSDB-Cidadania, por exemplo, decidiu dar fim à aliança iniciada em 2022. Ao mesmo tempo, União Brasil e PP caminham para formar a maior federação do País, com mais de uma centena de deputados federais, enquanto Solidariedade e PRD já tiveram sua federação aprovada pelo TSE. No campo da centro-esquerda, o PT articula com PDT, PV e PCdoB, PSOL e Rede uma federação robusta a partir de 2026. Mas ainda no campo das discussões.

Federações: Poder e sobrevivência
Para o advogado especialista em Direito Público Danúbio Remy, o surgimento das federações é consequência direta da cláusula de barreira, criada para limitar a proliferação de partidos sem representatividade eleitoral. Segundo Remy, a exigência mínima de votos e deputados mudou completamente a lógica de sobrevivência das legendas. “Para o partido existir, ele precisa de dinheiro e precisa de tempo de TV. Para ter isso, ele tem que ter deputados”, explica.

Leia mais: Lula usa 8 de Janeiro para vetar PL da Dosimetria, mas Congresso deve derrubar

Nesse contexto, o financiamento público — que deve alcançar cerca de R$ 5 bilhões nas eleições deste ano — tornou-se um fator decisivo. Como a distribuição do fundo eleitoral leva em conta votos e tamanho das bancadas, siglas que não superam a cláusula de barreira acabam estranguladas financeiramente. “Os partidos menores pararam de alcançar o quociente eleitoral e a cláusula de barreira. A federação virou o caminho para continuar dentro do jogo político”, resume o advogado.

No entanto, o modelo também gera alguns efeitos. A obrigatoriedade de atuação conjunta por quatro anos engessa decisões internas e amplia disputas entre lideranças. O caso da federação PSDB-Cidadania é citado como exemplo de como a falta de desempenho eleitoral pode travar os partidos e gerar conflitos. O mesmo risco se projeta em federações mais robustas. No possível arranjo entre União Brasil e PP, por exemplo, já surgem dilemas sobre protagonismo nacional e projetos presidenciais, como o do governador Ronaldo Caiado (UB), que enfrenta resistências internas.

Duas lógicas distintas
Remy avalia que há duas lógicas distintas em jogo. “Partidos grandes, como União Brasil e PP, passariam sozinhos pela cláusula de barreira. Para eles, a federação é estratégia de poder, para formar grandes bancadas e comandar o Congresso”, explica. Já para as siglas menores, o objetivo é bem mais direto: sobreviver politicamente.

Essa leitura é complementada pelo sociólogo e pesquisador Jones Matos, que vê nas federações um espírito de transição. Para Matos, a ideia original da lei é que as federações funcionem como um passo intermediário rumo a fusões ou incorporações definitivas. 

“O espírito da federação é interessante, pois evita o desaparecimento de legendas importantes, que não são partidos de massa, mas partidos de quadros, com consistência ideológica”, afirma. Ainda assim, Matos alerta que o cenário tende a se tornar mais hostil para quem ficar de fora. “Os partidos que não conseguirem se federar terão que ter candidatos muito votados para superar a barreira”, observa.

Diante desse quadro, a pergunta central permanece: os partidos menores conseguem sobreviver sem federação? A resposta, segundo os especialistas, é cada vez mais restrita. Embora o pluripartidarismo seja um princípio constitucional, a falta de igualdade material nas condições de disputa empurra as siglas para alianças forçadas. Ao mesmo tempo, federar-se implica abrir mão de autonomia, conviver com disputas internas e, em alguns casos, correr o risco de perder identidade política. (Especial para O HOJE)

CompartilhadoTweetEnviarEnviar
Postagem Anterior

Integração entre polícias levou à captura de foragido da fuga de Trindade, afirma Bope

Próxima Postagem

Venezuela e EUA retomam diálogo após ruptura diplomática

Administrador

Administrador

Biografica do Autor

Leia Também

ano-eleitoral-impoe-trava-ofensiva-do-congresso-contra-vetos-de-lula
Política

Ano eleitoral impõe trava ofensiva do Congresso contra vetos de Lula

12 de janeiro de 2026
apos-alta,-antonio-gomide-agradece-apoio-e-celebra-aniversario-em-casa
Política

Após alta, Antônio Gomide agradece apoio e celebra aniversário em casa

12 de janeiro de 2026
“sem-extremismo”,-evangelicos-querem-equilibrar-balanca-eleitoral
Política

“Sem extremismo”, evangélicos querem equilibrar balança eleitoral

12 de janeiro de 2026
Próxima Postagem
venezuela-e-eua-retomam-dialogo-apos-ruptura-diplomatica

Venezuela e EUA retomam diálogo após ruptura diplomática

Mais Notícias

ano-eleitoral-impoe-trava-ofensiva-do-congresso-contra-vetos-de-lula

Ano eleitoral impõe trava ofensiva do Congresso contra vetos de Lula

12 de janeiro de 2026

Bruno Goulart A volta do Congresso Nacional após o recesso parlamentar, em fevereiro, promete menos produção legislativa e mais cálculo...

apos-alta,-antonio-gomide-agradece-apoio-e-celebra-aniversario-em-casa

Após alta, Antônio Gomide agradece apoio e celebra aniversário em casa

12 de janeiro de 2026

Um dia após receber alta do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, o deputado...

“sem-extremismo”,-evangelicos-querem-equilibrar-balanca-eleitoral

“Sem extremismo”, evangélicos querem equilibrar balança eleitoral

12 de janeiro de 2026

Não passa despercebido o empenho dos principais candidatos à Presidência da República em se aproximarem dos evangélicos. Com o intuito...

seguranca-se-consolida-como-tema-(quase)-unico-no-pais

Segurança se consolida como tema (quase) único no País

12 de janeiro de 2026

A esquerda não se entrega quando o tema é segurança pública, dominado pelo centro e, principalmente, pela direita. A novidade...

newsgyn

© 2025 Newsgyn Portal de Notícias - contato@newsgyn.com.br

Navegue

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato

Siga-nos

Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Notícias
    • Economia
    • Política
  • Brasil
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Tecnologia
  • Vídeos

© 2025 Newsgyn Portal de Notícias - contato@newsgyn.com.br

Bem vindo de volta!

Entrar na conta

Senha esquecida?

Create New Account!

Fill the forms bellow to register

All fields are required. Conecte-se

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Conecte-se