Em ano eleitoral, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) segue na tentativa de direcionar investimentos para regiões estratégicas de Goiás, como é o caso dos municípios do interior. Percebe-se que não é de agora o esforço do vice do governador Ronaldo Caiado (UB) em tentar fortalecer vínculos com o interior, o que pode trazer ganhos à sua pré-candidatura ao Palácio das Esmeraldas.
Cabe destacar que as pequenas cidades que compõem o Estado costumam depender do dinheiro de emendas parlamentares, já que os recursos repassados por meio de fundos e programas do governo estadual podem não atender integralmente as necessidades das prefeituras.
Durante agenda no interior, Daniel Vilela (MDB) destaca a importância da implementação de ações sociais como forma de atender à população – Créditos: Benedito Braga e Jota Eurípedes
Para melhor exemplificar essa situação, no programa Momento Político do O HOJE, o prefeito Jeovazinho Leite (UB), que governa a cidade de Goianápolis, comenta sobre o quão essenciais são as emendas parlamentares para o desenvolvimento das cidades do interior. É o caso de Goianápolis, que possui 13.967 habitantes, de acordo com o censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Importância dos recursos
“A gente que é prefeito de cidade pequena, nós sabemos que às vezes não sobra recurso para investimento. Então, contamos muito com as emendas parlamentares e não podemos virar as costas para isso. Ter gratidão é muito importante.” De acordo com Jeovazinho, os repasses dos parlamentares por meio da indicação de emendas ajudam bastante as prefeituras do interior.
Prefeito de Goianápolis, Jeovazinho Leite, durante entrevista no Momento Político – Welder Borges/O HOJE
Ao O HOJE, prefeitos afirmam reconhecer o esforço do governo de Caiado e Daniel em garantir o desenvolvimento das cidades menores do Estado. Os gestores municipais entrevistados pelo veículo ressaltam que a atenção que o interior goiano recebeu desde 2019 melhorou em comparação com gestões estaduais anteriores.
Passagens de Daniel pelo interior
Na última sexta-feira (16), nas comemorações de aniversário de Nova Iguaçu de Goiás e Alto Horizonte, municípios que fazem parte da Região Norte de Goiás, Daniel afirmou que o local vive uma virada de infraestrutura com impacto direto na economia regional, com novas conexões ferroviárias e melhoria de rodovias para ampliar competitividade, circulação de produção e atração de investimentos.
Ao comentar o papel das gestões municipais, Daniel lembrou a avaliação do governador Ronaldo Caiado sobre o perfil dos atuais gestores municipais. “Talvez essa safra de prefeitos seja a melhor de toda a história do nosso Estado. Temos prefeitos comprometidos e inteligentes, que têm feito história na condução administrativa e política dos seus municípios”, afirmou.
Vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, durante cumprimento de agenda no interior – Créditos: Jota Eurípedes
Estratégia válida
Ao jornal O HOJE, o sociólogo Jones Matos explica a estratégia do governo estadual em investir no interior goiano de olho no cenário eleitoral de 2026. “A tentativa é de associar o governo, que tem uma boa aprovação, segundo as pesquisas, com a imagem do Daniel Vilela, ou seja, mostrar que ele também é o responsável pelo sucesso da gestão. A estratégia é deixar um recado para a população de que o Estado não pode mudar de rumo, que é preciso dar continuidade.”
Porém, Matos alerta que, por mais que uma gestão se esforce para reeleger um candidato, a população pode surpreender no momento da votação. “Pode ser que a população entenda que é necessário alternância de poder. Vale lembrar que isso já aconteceu com o MDB de Iris Rezende”, lembra o sociólogo.
Daniel Vilela em evento do Goiás Social em Iporá – Créditos: Jota Eurípedes
O mestre em História e especialista em Políticas Públicas, Tiago Zancopé, vê como uma estratégia acertada o esforço de Daniel em apostar no interior goiano. “Uma candidatura não ganha o Governo do Estado sem ganhar os prefeitos, sem ganhar a população local. Da mesma forma que é importante se fazer presente em grandes cidades, é preciso fazer campanha em municípios menores”, pontua Zancopé. (Especial para O HOJE)








