A ascensão das movimentações políticas em período pré-eleitoral, especialmente entre o vice-governador Daniel Vilela (MDB) e o senador Wilder Morais (PL), ambos pré-candidatos ao Governo de Goiás, fez com que o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que também disputará o Palácio das Esmeraldas, ficasse de escanteio diante do acirramento das pré-candidaturas do emedebista e do senador.
Porém, nem sempre foi assim, uma vez que o tucano já foi considerado como o principal adversário de Daniel devido ao que muitos analistas chamam de “legado” que Marconi carrega por ter gerido quatro mandatos à frente do Executivo goiano, de 1999 à 2006 e de 2011 à 2018, além de experiências como deputado estadual, federal e senador.
Vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB) e ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ambos pré-candidatos ao Governo do Estado – Fotos: Reprodução Facebook
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Já Daniel carrega consigo os reflexos atribuídos aos altos índices de aprovação da gestão que administra em Goiás juntamente com o governador e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD).
Apoio dos municípios
O emedebista também se destaca por possuir, de acordo com seus aliados, apoio de 220 prefeitos dos 246 municípios pertencentes ao Estado. Nos bastidores, a informação é que já há nomes cotados para assumir a vaga de vice na pré-candidatura de Daniel. Entre os que mais se destacam está o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, que surge com um dos nomes cotados para a vaga com o aval de Caiado.
Já José Mário Schreiner é ex-deputado federal e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), alternativa que representa o agronegócio, e o ex-senador Luiz Carlos do Carmo, que desponta como nome defendido por lideranças evangélicas do Estado.
Ao sustentar o cenário de acirramento de disputas entre MDB e PL, o pré-candidato Wilder Morais anunciou na manhã da última sexta-feira (20) Ana Paula Rezende, filha do falecido líder emedebista e ex-governador Iris Rezende, como pré-candidata a vice-governadora pelo PL em Goiás.
MDB e PL divididos
Assim, tanto o partido de Daniel quanto o de Wilder encontram-se divididos, uma vez que o primeiro presencia a filiação de uma figura importante ao emedebismo goiano que, agora, está do lado do adversário do vice-governador.
O Vice-governador Daniel Vilela (MDB) e o senador Wilder Morais (PL) – Créditos: Jota Eurípedes e Guilherme Honorato
Por outro lado, apesar de Wilder ter pego muitos de surpresa por meio da nomeação de Ana Paula como pré-candidata a vice-governadora, há uma ala do partido que apoia a coligação do PL com o MDB com o intuito de avançar na disputa por cadeiras no Congresso Nacional.
Diante de tal conjuntura, questionamentos surgem em torno de quais nomes Marconi Perillo vai optar por escolher para compor a vaga de vice e, também, quais são os mais cotados para compor a nominata do PSDB para deputado federal.
Em agenda por diversos municípios e em contato frequente com lideranças religiosas, Perillo esteve em Anápolis na última sexta-feira (20), marcou presença em igrejas evangélicas e católicas e esteve em diálogo com pastores e padres, além de se reunir com ex-deputados e lideranças políticas.
Ex-governador e pré-candidato ao Governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), durante passagem por Anápolis na última sexta-feira (20) – Foto: Ascom Marconi Perillo
Fontes próximas ao tucano confirmaram ao O HOJE que os deputados federais Professor Alcides (PL) e o pastor Jeferson Rodrigues (Republicanos) vão tentar reeleição para a Câmara dos Deputados pelo partido de Marconi. “Estive com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e falei que eu tinha recebido um convite de Marconi Perillo para ser um dos coordenadores de campanha dele e por questão de coerência pedi minha transferência para o PSDB”, afirmou Jeferson Rodrigues ao O HOJE.
Ex-governador Marconi Perillo e o deputado federal, Jeferson Rodrigues, durante o Congresso de Mocidades Evangélicas Pentecostais – Créditos: Ascom Marconi Perillo
Nenhuma pista de vice
Aliados de Marconi ainda não deram retorno quanto aos nomes mais cotados para assumir o cargo de vice do ex-governador. “Marconi continua com um difícil impasse, o fortalecimento do PL dificulta a escolha de nomes relevantes para o tucano compor chapa. Para vice, ainda não vi ninguém sinalizar a composição de chapa com Marconi Perillo”, ressalta o cientista político Lehninger Mota. (Especial para O HOJE)









