A construção das chapas dos nomes que irão disputar à Câmara dos Deputados tem movimentado os partidos que compõem a base governista. As legendas que integram a base do Palácio das Esmeraldas articulam para que suas nominatas sejam respaldadas nas urnas e auxiliem na manutenção do poderio político do grupo chefiado pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e pelo vice-governador Daniel Vilela (MDB).
A federação União Progressista (União Brasil e PP), o MDB e agora o PSD, com a recém filiação do governador Caiado, são as siglas que dão sustentação para o projeto político do grupo de Caiado e Daniel. Nos bastidores, especula-se que as legendas possuem capacidade de conquistar pelo menos 10 das 17 cadeiras reservadas para Goiás na Casa Baixa.
Em conversa com a reportagem do O HOJE, o ex-deputado federal e suplente de senador, Pedro Chaves (MDB), afirmou que a definição da nominata dos emedebistas deve acontecer no final de março, “no apagar das luzes da janela partidária”.
Um dos principais articuladores do MDB e próximo de Daniel, Chaves garantiu que o partido já tem cinco pré-candidatos para a Câmara dos Deputados: Célio Silveira e Marussa Boldrin, que irão disputar a reeleição; os deputados estaduais Lucas do Vale e Lucas Calil; e o vereador Lucas Vergílio. O emedebista afirmou que a legenda trabalha para ter uma chapa “robusta”. “Nossa previsão é dobrar. Elegemos dois deputados federais na eleição passada e vamos trabalhar para eleger quatro ou cinco deputados federais”, disse Chaves.
O emedebista ainda ressaltou que Vilela tem sido “cauteloso” nas negociações com as legendas da base. “Daniel atua como se fosse o presidente dos partidos da base”, afirmou Chaves. O ex-deputado afirmou que o MDB trabalha em “harmonia” com os partidos aliados, que também irão disputar a Casa Baixa com nominatas competitivas.
Na esteira do MDB, o União Progressista, apesar da saída de Caiado do União Brasil, não irá perder protagonismo na base governista. Atualmente com quatros deputados, a federação estipula que pode angariar quatro ou cinco cadeiras em Goiás.
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Dois dos três deputados do União Brasil não devem disputar a reeleição pelo partido. Sylvie Alves deve deixar a legenda e Zacharias Calil quer um partido que respalde seu desejo de disputar uma vaga no Senado Federal. Entre os parlamentares, só José Nelto deve disputar a reeleição pela sigla.
Porém, não faltam opções ao partido que, agora, deve ser comandado pela primeira-dama Gracinha Caiado. Entre os cotados estão o presidente do Detran, Delegado Waldir; a ex-secretária de Educação, Fátima Gavioli; e o ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale.
PSD fincado na base
Já o PSD passou de figurante para protagonista na base. A legenda vinha com dificuldades de montar uma chapa competitiva no Estado e o único deputado federal da sigla, Ismael Alexandrino, era cotado para deixar o partido em razão da pouca competitividade do PSD em Goiás. Porém, com a chegada de Caiado, o partido terá uma nominata robusta e condizente com o porte nacional da sigla.
Na última sexta-feira (30), o governador recebeu os novos correligionários no Palácio das Esmeraldas. A reunião foi o primeiro encontro de Caiado com os pessedistas goianos. A montagem da chapa do partido será responsabilidade do governador. Em contato com a reportagem do O HOJE, Ismael Alexandrino afirmou que acredita ser possível o partido eleger de 6 a 8 deputados federais.










