É a terceira vez na atual gestão que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará em Goiás, caso o petista compareça a Anápolis nesta quinta-feira (26), conforme anúncio do Palácio do Planalto. A primeira vinda, em 2024, foi marcada por confusões e manifestações de bolsonaristas, que chegaram a ser expulsos por seguranças. O chefe do Palácio do Planalto esteve em Goiânia para inaugurar o BRT Norte-Sul à convite do então prefeito Rogério Cruz (Solidariedade), que era candidato à reeleição e não estava na solenidade.
A última vinda do chefe do Executivo Federal ao Estado governado por Ronaldo Caiado (PSD) contou com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva e da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que participaram em julho de 2025 da abertura do 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune), realizado na capital goiana.
Na época, uma pesquisa de opinião divulgada pelo instituto Quaest dizia que 58% dos jovens de 16 a 34 anos desaprovavam o governo federal. Já a porcentagem dos que aprovavam era de 38%. A margem de erro foi de 4 pontos neste segmento.
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Para os entrevistados que possuíam ensino superior completo, o índice de aprovação apresentou crescimento de 12 pontos percentuais. De 33% em junho passou para 45%, enquanto a desaprovação caiu de 64% para 53%.
Em maio do mesmo ano, universidades federais de todo o País demonstraram insatisfação com um decreto editado pelo governo que afetou o repasse mensal de verba. Em 2026, Lula retorna a Goiás para cumprir agenda administrativa em Anápolis, um dos maiores redutos bolsonaristas do Estado e do País, uma vez que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado para a Presidência da República no município nas eleições presidenciais de 2022.
Bolsonaro recebeu 153.507 votos, o equivalente a 70,59% do total da cidade governada por Márcio Corrêa, filiado ao PL. Já Lula foi a escolha de 29,41% dos eleitores e recebeu 63.960 votos.
Agenda administrativa
Pré-candidato à presidência da República, o petista fará uma visita em unidades de sistema produtivo e tecnológicos de Anápolis nesta quinta-feira (26). Às 8h30, o presidente visitará a unidade industrial da montadora Caoa.
Na ocasião, o chefe do Planalto participará da reinauguração da planta fabril e do lançamento da linha da produção em parceria com a montadora chinesa Changan. A chegada da estatal chinesa ao Brasil marca a ampliação da capacidade produtiva nacional, a modernização tecnológica e o estímulo ao desenvolvimento econômico regional.
Às 11h, o presidente visita o complexo industrial da Brainfarma, também em Anápolis. No local, será produzida a escopolamina, Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) do medicamento Buscopan.
Com investimento total de R$ 250 milhões, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto integra as diretrizes da Nova Indústria Brasil e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com foco na internalização de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) essenciais, o que pode reduzir o risco de desabastecimento global.
A deputada federal e aliada de Lula, Adriana Accorsi (PT), acompanhará a agenda administrativa do presidente. A assessoria da deputada informou que Lula não deve participar de reuniões de cunho político e que a visita ocorre para cumprimento de atividades administrativas.
O esperado é que o deputado federal Rubens Otoni (PT), além de outros aliados do presidente, também esteja presente. A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann (PT), assinou um documento que convida o parlamentar para participar de dois eventos econômicos no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).
Momento desfavorável
A visita de Lula a Goiás ocorre em um momento onde o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) superou o petista nas intenções de voto diante de um eventual segundo turno nas eleições de outubro, ainda que ambos estejam em empate técnico.
De acordo com a pesquisa AtlasIntel-Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25), Flávio tem 47,6% das intenções de voto contra 46,6% de Lula. A AtlasIntel também realizou diversas simulações de um primeiro turno, nas quais Lula aparece como vencedor em todas.
Neste caso, o atual líder brasileiro tem 46% das intenções de voto em todos os cinco cenários, enquanto Flávio oscila entre 36% e 42%. A pesquisa foi realizada entre 18 e 23 de março, com margem de erro de 1% para mais ou para menos. (Especial para O HOJE)










