Dezoito anos após o caso que chocou o estado de Goiás, Lucélia Rodrigues da Silva vai assumir a presidência do PL Mulher em Goiânia e deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
A filiação ao partido está marcada para o próximo dia 23, em Brasília, com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A informação foi apurada pelo Blog do DK.
A articulação foi conduzida diretamente por Michelle, que preside nacionalmente o PL Mulher, e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Dentro do partido, a avaliação é de que a trajetória de Lucélia dialoga com o eleitorado feminino e religioso que o PL busca ampliar em Goiás.
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O movimento marca a saída de Lucélia do PSD, legenda pela qual disputou as últimas eleições para a Câmara Municipal de Goiânia. Agora, o projeto político é mais amplo: integrar a chapa do PL para a Câmara dos Deputados em 2026.
Nesta sexta-feira (13), ela se reuniu com o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), em Goiânia. Os dois gravaram um vídeo divulgado nas redes sociais para anunciar a filiação.
“Que momento feliz que eu tô passando aqui agora. A direita crescendo e o PL em Goiás se tornando cada vez mais forte. Estou recebendo alguém que tem uma história maravilhosa e que vai participar com o PL na chapa para federal”, afirmou o parlamentar.
Lucélia também relacionou sua história pessoal ao novo passo político. “É um prazer entrar nesse time que tem crescido na direita, tanto em Goiás quanto no nosso país. Assim como eu precisei de alguém para ser voz por mim, hoje quero ser voz para que outras histórias possam ser transformadas como a minha”, declarou.
A trajetória de Lucélia ganhou repercussão nacional em 2008, quando ela tinha 12 anos. Na época, foi encontrada pela polícia acorrentada e amordaçada em um apartamento no Setor Marista, em Goiânia, após sofrer torturas atribuídas à empresária Sílvia Calabresi Lima.










