A presença da Guarda Nacional nas ruas de Washington D.C. foi autorizada pelo presidente Donald Trump nesta segunda-feira (11). A medida, que integra uma operação federal com aproximadamente 500 agentes, tem como meta combater a criminalidade na capital norte-americana.
Segundo Trump, a intervenção visa “restabelecer a ordem e a segurança pública” e terá liberdade de atuação. “Estou desdobrando a Guarda Nacional para ajudar a restabelecer a ordem e a segurança pública em Washington, D.C., e eles serão autorizados a fazer seu trabalho adequadamente“, afirmou. Para isso, o presidente utilizou a Seção 740 da Lei de Autonomia do Distrito de Columbia, que permite ao governo federal assumir a segurança da capital.
A determinação foi precedida por outra decisão, na semana anterior, que aumentou por sete dias a presença de agências federais na cidade, com possibilidade de “prorrogação conforme necessário“. Na sexta-feira (08), 120 agentes federais, entre membros do Serviço Secreto, FBI e Serviço de Marechais dos EUA, foram deslocados para apoio.
Trump tem criticado repetidamente os índices de violência da capital, comparando-os aos de diversas capitais internacionais. “Olhando os números temos alguns gráficos com diferentes cidades ao redor do mundo: Bagdá, Panamá, Brasília, San José, Bogotá, Cidade do México, Lima… [Em comparação a todos] nós dobramos ou triplicamos [a taxa de criminalidade]. Vocês querem viver em lugares como esses? Eu acredito que não“, declarou.
A operação também envolve ações contra pessoas em situação de rua. Trump ordenou que elas saiam “IMEDIATAMENTE” da cidade, oferecendo abrigo “LONGE da capital”, e afirmou que “os criminosos… vamos colocar vocês na cadeia, onde pertencem“.
O presidente classificou Washington como “apenas o começo” e disse que seus advogados analisam a possibilidade de revogar a Lei de Autonomia de 1973 para que o governo federal reassuma o controle total da capital.
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