O presidente do Líbano, Joseph Aoun, pediu na segunda-feira (9) um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações diretas com Israel, diante da escalada de confrontos na fronteira entre os dois países. O governo libanês afirma que a medida busca interromper ataques por terra, ar e mar em meio ao agravamento das tensões regionais.
Em comunicado, a presidência também criticou o Hezbollah e afirmou que os primeiros disparos contra Israel atenderam aos interesses do regime iraniano, aliado do grupo. Segundo o governo, a estratégia adotada pela organização contribuiu para a destruição de vilarejos e agravou a crise econômica enfrentada pelo país.
Israel anuncia morte de comandante do Hezbollah
Enquanto o apelo diplomático era feito em Beirute, Israel anunciou a morte de Abu Hussein Ragheb, apontado como chefe da Unidade Nasr do Hezbollah. De acordo com o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, o comandante morreu em um bombardeio realizado durante a noite no sul do Líbano.
Segundo as autoridades israelenses, a Unidade Nasr atua em um setor oriental ao sul do rio Litani, área onde o Hezbollah mantém presença militar próxima à fronteira. Esse braço do grupo passou a realizar ataques transfronteiriços contra Israel após o ataque do Hamas em outubro de 2023.
Ofensiva israelense no Líbano
A morte do comandante ocorre em meio à intensificação dos confrontos entre Israel e o Hezbollah. Israel voltou a bombardear posições no Líbano depois que o grupo lançou mísseis e drones contra o território israelense no domingo (1º). O Hezbollah afirmou que a ação foi uma resposta à ofensiva realizada por Israel em parceria com os Estados Unidos contra o Irã, aliado da organização.
Após os ataques israelenses, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo continuará combatendo Israel. “O que Israel fez após o ataque com foguetes não foi uma resposta; pelo contrário, foi uma agressão premeditada. Nossa escolha é enfrentá-los com o máximo de abnegação. Não nos renderemos; nos defenderemos com nossas capacidades e nossa fé, não importando os sacrifícios”.
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