A intensificação das ações militares de Israel no sul do Líbano ganhou novo contorno na terça-feira (24) após declarações do ministro da Defesa, Israel Katz, que indicou a criação de uma área sob controle israelense até o rio Litani. A medida ocorre no contexto da ofensiva contra o Hezbollah.
Durante reunião do gabinete de segurança, o ministro afirmou que as forças israelenses vão manter presença na região e controlar as travessias restantes do rio. Segundo ele, cinco pontes já foram destruídas por serem utilizadas pelo grupo para deslocamento de combatentes e armamentos.
“Todas as cinco pontes sobre o rio Litani que o Hezbollah usava para transportar terroristas e armas foram destruídas, e as Forças de Defesa de Israel controlarão as rotas restantes na zona de segurança até o Litani. (…) Centenas de milhares de moradores do sul do Líbano que evacuaram para o norte não retornarão ao sul do Rio Litani até que a segurança dos moradores do norte seja garantida”, afirmou.
A operação se concentra em uma faixa de cerca de 30 quilômetros ao norte da fronteira israelense. Nos últimos dias, tropas ampliaram a destruição de infraestrutura, incluindo pontes e residências em vilarejos próximos, sob a justificativa de neutralizar posições do Hezbollah. A estratégia, segundo o governo israelense, busca impedir novas ofensivas contra comunidades no norte do país.
Líbano acusa Israel de tentar criar uma “zona-tampão” permanente
Autoridades do Líbano acusam Israel de tentar estabelecer uma “zona-tampão” permanente em seu território. Esse tipo de área é utilizado, em termos militares, para separar forças em confronto e reduzir o risco de enfrentamentos diretos.
O rio Litani tem papel central na disputa. Após a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, o Hezbollah deveria se retirar da região ao sul do rio, determinação que Israel afirma não ter sido cumprida.










