O Irã executou nesta quinta-feira (19) três homens condenados por crimes durante os protestos de janeiro, que pediam mudanças no regime dos aiatolás. As autoridades afirmam que os presos participaram da morte de agentes de segurança e realizaram ações em favor de Israel e dos Estados Unidos.
Os condenados, Mehdi Ghasemi, Saleh Mohammadi e Saeid Davudi, foram enforcados em Qom. Segundo o Judiciário, a execução ocorreu após a confirmação das sentenças pelo Supremo Tribunal e a conclusão dos trâmites legais, com acompanhamento de advogados de defesa. O crime imputado a eles, denominado “moharebeh”, é usado para punir ataques à ordem pública, espionagem e ameaças ao Islã.
Segundo agência estatal Mizan, vinculada ao Poder Judiciário, “os três condenados foram enforcados na cidade de Qom após serem declarados culpados de assassinato e de realizar ações operacionais em favor de Israel e dos Estados Unidos”. Ainda segundo o comunicado, as execuções ocorreram após a confirmação das sentenças pelo Supremo Tribunal e a conclusão dos trâmites legais, com a presença de advogados de defesa.
Na quarta-feira (18), a Suécia confirmou que um cidadão sueco também foi executado pelo Irã, acusado de espionagem em favor de Israel. Segundo Teerã, ele teria sido detido durante a guerra de junho do ano anterior e participado de treinamentos em países europeus e em Tel Aviv. Esta foi a primeira execução tornada pública desde os ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro.
Protestos no Irã deixam milhares de mortos
Os protestos de janeiro deste ano pediam o fim da República Islâmica e foram encerrados após uma forte repressão das forças do governo iraniano. Segundo dados oficiais, 3.117 pessoas morreram, mas organizações de direitos humanos estimam mais de sete mil vítimas. Cerca de 53 mil manifestantes foram detidos.









