Governos europeus intensificaram articulações diplomáticas e movimentos militares diante do avanço das tensões no Oriente Médio, enquanto buscam evitar que a guerra se amplie e atinja novos territórios da região.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou na quinta-feira (5) que o país vai reforçar a cooperação com as Forças Armadas do Líbano. Segundo ele, Paris fornecerá veículos blindados de transporte e ampliará o apoio operacional e logístico às forças libanesas.
A declaração ocorre no momento em que o Líbano passa a ser pressionado de forma mais direta pelo conflito regional. Em publicação na rede social X, o líder francês defendeu que o país seja preservado da escalada militar. “Os libaneses têm direito à paz e à segurança, assim como todos no Oriente Médio”, escreveu.
Líder francês, Emmanuel Macron (Foto: Reprodução)
Washington pede apoio da Ucrânia
Outro movimento envolvendo governos europeus foi anunciado pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Ele afirmou, na quinta-feira, ter recebido de Washington um pedido de apoio para lidar com drones de origem iraniana utilizados no Oriente Médio.
“Recebemos um pedido dos Estados Unidos para apoio específico na proteção contra ‘shaheds’ (de origem iraniana) na região do Oriente Médio. Dei instruções para que fossem providenciados os meios necessários e garantida a presença de especialistas ucranianos que possam assegurar a segurança exigida”, afirmou.
Irã diz que movimentos da Europa no Oriente Médio é um “ato de guerra”
Além das iniciativas diplomáticas, países europeus também anunciaram deslocamentos militares. Reino Unido, França, Grécia e Espanha informaram ter enviado equipamentos para a costa de Chipre, no extremo leste do Mediterrâneo, após a ilha registrar ataques de drones.
As movimentações europeias já haviam provocado reação do Irã no início desta semana. Em entrevista ao jornal Tehran Times, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou na terça-feira (3), que qualquer participação militar europeia ao lado de Israel e dos Estados Unidos será considerada um “ato de guerra” e exigirá resposta do país.










