Israel voltou a bombardear a Faixa de Gaza na quarta-feira (4), em ataques que deixaram ao menos 21 mortos, entre eles quatro crianças, segundo o governo local controlado pelo Hamas.
As forças israelenses atingiram áreas da Cidade de Gaza, no norte, e Khan Younis, no sul do enclave. De acordo com o Exército de Israel, os disparos de tanques e os bombardeios aéreos foram realizados após um atirador abrir fogo contra soldados israelenses, ferindo gravemente um reservista durante a operação.
O governo de Gaza afirmou que Israel havia fechado novamente a passagem de Rafah, reaberta na segunda-feira (2) pela primeira vez desde o início da guerra. Autoridades israelenses negaram o bloqueio. Em comunicado, a agência COGAT, responsável pelo controle de acesso ao território, disse que o ponto permanecia aberto, mas que não havia recebido da Organização Mundial da Saúde os detalhes de coordenação necessários para viabilizar a travessia.
Khan Younis (Foto: Felton Davis/ Wikimedia Commons)
Cessar-fogo em Gaza
A reabertura da passagem fazia parte das exigências do cessar-fogo firmado em outubro, primeira etapa do plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para interromper o conflito entre Israel e o Hamas. Em janeiro, Trump anunciou o início da segunda fase, voltada para negociações sobre o futuro governo de Gaza e a reconstrução da área devastada.
Foto: Divulgação/ Casa Branca
Apesar da trégua, temas centrais seguem sem acordo, como a retirada das tropas israelenses de mais de 50% do território atualmente ocupado e o desarmamento do Hamas. O cessar-fogo tem sido marcado por confrontos recorrentes.
Desde o começo da trégua, disparos israelenses mataram pelo menos 530 pessoas, a maioria civis, segundo autoridades de saúde locais. No mesmo intervalo, militantes palestinos mataram quatro soldados israelenses, conforme dados de Israel. A ofensiva israelense de dois anos já deixou mais de 71 mil palestinos mortos, deslocou a maior parte da população e provocou ampla destruição. O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 matou cerca de 1.200 pessoas em Israel, segundo dados israelenses.
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