O clima nos bastidores do futebol brasileiro esquentou nesta sexta-feira (6), a apenas duas semanas do início da Série B de 2026. Dezoito dos 20 clubes que disputarão a competição assinaram um duro manifesto contra a liderança da LFU/FFU (Futebol Forte União), bloco responsável pela comercialização de seus direitos de transmissão e publicidade. As únicas exceções foram Náutico e São Bernardo, que abandonaram o bloco e fecharam acordo direto com a CBF nesta semana.
Os pontos centrais da crise
O documento detalha uma insatisfação profunda com a governança da liga e a forma como a segunda divisão está sendo vendida ao mercado. Entre os 11 pontos listados pelos clubes, destacam-se: Tratamento como “subproduto”: Os dirigentes acusam a liga de focar excessivamente na Série A e negligenciar o potencial comercial da Série B. Conflito de interesses: O manifesto questiona a relação societária entre a agência LiveMode, investidores da liga e o canal CazéTV, sugerindo falta de imparcialidade.
Falta de transparência: Clubes alegam que não têm acesso aos detalhes das negociações e que são informados sobre acordos apenas quando já estão consumados. Insegurança financeira: A nota cita a ausência de um calendário de repasses confiável e obscuridade nos cálculos de descontos operacionais (como custos de produção e comissões).
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A resposta da LFU/FFU
Em nota oficial, a liga rebateu as críticas, classificando-as como incorretas. A entidade sustenta que houve uma valorização real do produto: Aumento de receitas: Segundo a FFU, cada clube recebeu R$ 14,3 milhões em 2025, um crescimento de 50% em relação a 2024. Investimentos pesados: A liga relembrou que os clubes signatários receberam cerca de R$ 890 milhões nos últimos dois anos pela venda de parte de seus direitos. Governança: A FFU afirma que todas as assembleias são gravadas e estão disponíveis para auditoria dos sócios, negando qualquer opacidade nos processos.










