A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) mobilizou os municípios goianos para uma força-tarefa de fiscalização voltada à retirada do comércio de fórmulas infantis proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O alerta sanitário foi emitido por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (Suvisa) após a constatação de que, mesmo com a proibição em vigor no País, alguns produtos permaneceram à venda no Estado e chegaram a ser consumidos.
A medida tem como base a Resolução nº 32/2026 da Anvisa, publicada em 7 de janeiro, que determinou a proibição da comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, todas fabricadas pela Nestlé Brasil. A decisão ocorreu diante do risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.
De acordo com a SES-GO, a ação de fiscalização deve ocorrer entre os dias 19 e 23 de janeiro e alcança farmácias, drogarias, supermercados e distribuidoras. Caso os fiscais encontrem produtos pertencentes aos lotes proibidos, a orientação é para que seja feita a interdição imediata, com lacre no próprio local. Os estabelecimentos também serão notificados para acionar a fabricante e permitir o recolhimento adequado.
Além da retirada dos produtos, os pontos de venda estarão sujeitos à autuação por descumprimento da resolução da Anvisa. A Secretaria reforça que a permanência de itens proibidos nas prateleiras representa risco à saúde pública, especialmente por se tratar de alimentos destinados a bebês e crianças pequenas.
A superintendente de Vigilância em Saúde do Estado de Goiás, Flúvia Amorim, fez um apelo direto aos pais e responsáveis. Segundo ela, é essencial verificar atentamente o rótulo das fórmulas utilizadas em casa, com atenção especial ao número do lote.
“Hoje o meu recado é para você, pai e mãe que tem criança em casa e que usa fórmula infantil. A Anvisa publicou uma resolução proibindo o uso, a distribuição e a comercialização de determinados lotes de fórmula infantil da marca Nestlé. Isso aconteceu devido à identificação de uma bactéria que pode levar a criança a ter náusea, vômito e diarreia”, afirmou.
Amorim ressaltou que, ao identificar um produto pertencente aos lotes proibidos, o consumo deve ser interrompido imediatamente. A orientação é para que o responsável entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Nestlé, a fim de realizar a devolução e obter o reembolso.
“Se a criança apresentar sintomas como diarreia, náusea ou vômito, procure imediatamente um serviço de saúde e informe ao médico se a criança utilizou a fórmula, se o lote é do lote que está proibido e quando essa criança utilizou pela última vez”, alertou.
O risco associado à cereulide está relacionado à ingestão de alimentos contaminados pela toxina, que pode provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação. Diante desse quadro, a SES-GO reforça que a busca por atendimento médico deve ser imediata sempre que houver suspeita.
A proibição dos produtos integra um recall de alcance internacional. A própria fabricante iniciou o recolhimento voluntário no Brasil e em outros países após a detecção da toxina em produtos oriundos de uma fábrica localizada na Holanda. A investigação identificou a presença da substância em um ingrediente fornecido por um fornecedor global de óleos terceirizados, o que levou à adoção de medidas preventivas em escala mundial.
A Secretaria de Saúde orienta ainda que consumidores fiquem atentos no momento da compra. Caso encontrem produtos proibidos à venda, a recomendação é comunicar imediatamente a vigilância sanitária do município. A lista completa dos lotes afetados está disponível nos canais oficiais da Anvisa e da fabricante, que oferecem suporte aos consumidores.
Fórmulas infantis com lotes proibidos no Brasil
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária








