A Prefeitura de Goiânia iniciou a instalação de quebra-molas em pontos considerados críticos da capital. A ação é conduzida pela Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito e começou nesta semana com três unidades.
Os equipamentos estão sendo implantados na Avenida Perimetral, no Setor Coimbra; na Avenida Pio Corrêa, no Jardim Mariliza; e na Rua Barão de Mauá, no Parque Oeste Industrial. Segundo a prefeitura, a escolha dos locais seguiu critérios técnicos, com prioridade para vias com histórico de risco de acidentes ou grande circulação de pedestres.
A gestão municipal afirma que a medida de instalar quebra-molas tem caráter preventivo e busca reduzir a velocidade dos veículos, ampliando a segurança viária. Os redutores são fabricados em borracha de alta resistência, com tecnologia que permite suportar tráfego intenso, inclusive de veículos pesados.
A gestão municipal afirma que a medida de instalar quebra-molas tem caráter preventivo e busca reduzir a velocidade dos veículos. | Foto: Reprodução/Freepik
Outro ponto destacado pela secretaria é o modelo de instalação, feito por fixação mecânica, sem necessidade de obras complexas. Com isso, a liberação da via ocorre de forma imediata após a implantação.
O plano da administração prevê a instalação de 250 unidades em diferentes regiões da cidade. Cada redutor terá cerca de cinco metros de extensão, cobrindo toda a faixa de rolamento para evitar desvios. O custo médio por unidade é de R$ 3,5 mil.
De acordo com a SET, a contratação emergencial foi adotada para atender a demanda urgente por melhorias na sinalização e na segurança do trânsito, enquanto o processo licitatório definitivo segue em andamento.
Nota da Secretaria
“A Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) informa que iniciou a instalação dos primeiros redutores de velocidade modulares em borracha da atual gestão em Goiânia. Os dispositivos estão sendo implantados na Avenida Perimetral, no Setor Coimbra; na Avenida Pio Corrêa, no Jardim Mariliza; e na Rua Barão de Mauá, no Parque Oeste Industrial.
A escolha dos locais segue critérios técnicos, com foco na redução da velocidade em vias urbanas que apresentam risco potencial de acidentes ou grande circulação de pedestres. O objetivo é reforçar a segurança viária e preservar vidas, atuando de forma preventiva em pontos considerados críticos.
O modelo adotado pela SET é modular, em borracha de alta resistência, desenvolvido especificamente para uso urbano intenso. Diferente de materiais simples, trata-se de borracha vulcanizada, com aditivos anti-UV e antioxidantes, capaz de suportar tráfego pesado, inclusive veículos com carga de até 30 toneladas por eixo. Os dispositivos atendem às normas técnicas vigentes, como a Resolução nº 600/2016 do Contran, que estabelece altura máxima de 8 centímetros, além da ABNT NBR 9050, garantindo também critérios de acessibilidade.
Outro diferencial é a segurança proporcionada pelo equipamento, que possui superfície antiderrapante e faixas refletivas, garantindo visibilidade inclusive no período noturno, logo após a instalação.
A inclusão desse tipo de redutor no contrato emergencial foi definida a partir de Estudo Técnico Preliminar (ETP), que identificou situações de risco iminente no trânsito da capital e a necessidade de respostas rápidas por parte do poder público. O modelo em borracha permite instalação a seco, por meio de fixação mecânica, o que possibilita a liberação imediata da via após a implantação, ao contrário das lombadas tradicionais em asfalto, que demandam obras e tempo de cura.
O contrato prevê a implantação de 250 redutores, com extensão média de 5 metros cada. Os dispositivos são compostos por módulos interligados, com encaixe tipo macho-fêmea, o que garante estabilidade e resistência. As extremidades contam com peças chanfradas, que suavizam a transição com a via e evitam impactos laterais. A padronização de 5 metros permite cobrir toda a faixa de rolamento, impedindo desvios pela lateral e garantindo a efetividade do equipamento.
O valor médio é de R$ 3,5 mil por unidade instalada, e é importante informar que não se trata apenas da aquisição do material, mas da contratação de uma solução completa de engenharia, já instalada, com garantia e dentro dos padrões exigidos pelo poder público. A precificação segue metodologia de compras públicas, com base na Tabela SICRO/DNIT, ajustada pelo BDI de mercado e pela média de cotações com fornecedores especializados.
Quanto a instalação do material, o sistema de fixação de alta resistência, com uso de chumbadores ou parafusos metálicos zincados e buchas expansivas, além da inclusão de todo o serviço de instalação, mobilização de equipes, sinalização durante a execução e responsabilidade técnica da empresa contratada.
A Secretaria reforça que a contratação emergencial foi estruturada para atender uma demanda urgente da cidade, garantindo a continuidade dos serviços de sinalização e segurança viária enquanto o processo licitatório definitivo segue em andamento.”










