A Operação Cidade Segura já retirou mais de 21 toneladas de fios soltos e inservíveis das vias públicas de Goiânia desde o início dos trabalhos, em 23 de outubro. A iniciativa é coordenada pela Agência de Regulação de Goiânia (AR), em parceria com o Ministério Público de Goiás, a Equatorial Energia, operadoras de telecomunicações e a Aspres.
Nesta primeira fase, prevista para durar 90 dias, o foco é a eliminação de situações emergenciais em pontos considerados críticos, principalmente em avenidas comerciais com grande fluxo de pedestres e veículos. Entre os trechos atendidos estão a Avenida 24 de Outubro, Avenida 85, Bernardo Sayão, Marechal Rondon, Senador Jaime e Mangalô.
Segundo o presidente da Agência de Regulação, Hudson Novais, o volume recolhido evidencia um problema acumulado ao longo dos anos e que passou a representar riscos diretos à segurança e à mobilidade urbana. “Já retiramos em torno de 21 toneladas de fios apenas nessas avenidas. É um volume muito expressivo e mostra o tamanho do passivo existente na cidade. Nosso objetivo é minimizar, de forma imediata, os pontos mais perigosos e avançar gradualmente para toda Goiânia”, afirmou.
Hudson explicou que, embora a prefeitura atue como coordenadora e intermediadora da operação, a responsabilidade direta pelos cabos é das operadoras de internet e telefonia, além da concessionária de energia. “A situação se agravou a tal ponto que passou a colocar em risco a vida das pessoas. Por isso, o prefeito Sandro Mabel determinou, desde o início do mandato, a retomada do programa Cidade Segura em conjunto com o Ministério Público, para dar uma resposta rápida à população”, destacou.
Foto: Divulgação/Secom
O planejamento inicial priorizou as avenidas comerciais devido ao período chuvoso e às festas de fim de ano, quando o fluxo de pessoas aumenta. Paralelamente, a Agência de Regulação mantém a ouvidoria ativa para receber denúncias da população. Até o momento, cerca de 90 pontos críticos já foram atendidos a partir dessas solicitações, além de novos registros que seguem em análise.
“Não é um problema que se resolve de uma vez. Goiânia tem mais de 220 mil postes e praticamente todas as regiões apresentam algum tipo de irregularidade. Estamos atuando primeiro onde há maior risco, mas a intenção é atender toda a cidade”, reforçou Hudson.
Após a retirada, os fios são encaminhados à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) para destinação ambientalmente adequada, incluindo o repasse a associações de catadores, conforme protocolo firmado com o Ministério Público.
A população pode colaborar denunciando fios baixos ou caídos pelo telefone da ouvidoria da Agência de Regulação: (62) 3416-2653, com envio de fotos, vídeos e endereço.







