Nesta terça-feira (17), o Governo de Goiás anunciou, a implementação de inteligência artificial (IA) no processo de licenciamento ambiental do estado. A novidade foi divulgada pelo governador Ronaldo Caiado e pela secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis, durante a abertura da programação em alusão ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. A tecnologia está sendo desenvolvida em parceria com o Google, por meio de um modelo inicial chamado Mínimo Produto Viável (MVP), uma versão simplificada da solução, que será aprimorada após testes e validações.
Neste primeiro momento, a IA está sendo aplicada em etapas automatizadas do processo, como a checagem de informações e a identificação de possíveis sobreposições entre áreas de empreendimentos e territórios protegidos, como terras indígenas, quilombolas e Áreas de Preservação Permanente (APPs). A análise técnica e a decisão final seguem sob responsabilidade dos servidores da Secretaria de Meio Ambiente.
Licenciamento por IA
Segundo Andréa Vulcanis, a proposta não é substituir o trabalho humano, mas tornar o processo mais eficiente. “A ideia é utilizar a IA em tarefas operacionais, como cruzamento de dados e verificação de critérios mínimos, oferecendo suporte qualificado para a tomada de decisão dos técnicos”, explicou.
Uso de inteligência artificial dará mais eficiência e celeridade ao licenciamento ambiental em Goiás. Foto: Divulgação/ Semad
De acordo com a secretária, testes iniciais já indicam ganhos significativos de produtividade: atividades que antes levavam cerca de duas horas podem ser concluídas em poucos minutos com o uso da tecnologia. A expectativa é que a ferramenta também seja aplicada em outras frentes da gestão ambiental, como análise de autos de infração, outorgas, Declarações Ambientais de Imóveis (DAIs) e Cadastros Ambientais Rurais (CAR), contribuindo para maior agilidade e evitando atrasos processuais.
Reorganização de equipes em Goiás
O subsecretário de Licenciamento, Fiscalização e Controle da Semad, Robson Disarz, destacou que a adoção da IA não implicará redução no quadro de servidores. A proposta é redirecionar os profissionais para atividades mais estratégicas, especialmente aquelas relacionadas à avaliação da viabilidade e ao controle dos impactos ambientais dos empreendimentos.
Embora ainda pouco difundido no Brasil, o uso de inteligência artificial na gestão ambiental já começa a ganhar espaço. Estados como Minas Gerais utilizam soluções semelhantes, especialmente na análise de autos de infração, mantendo a decisão final sob responsabilidade humana. “É uma área em expansão, que ainda precisa ser explorada. Goiás dá um passo importante ao investir nessa inovação”, concluiu o subsecretário.
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