Nesta terça-feira (10), uma operação conjunta do Governo de Goiás investiga um esquema de sonegação fiscal que pode ter causado prejuízo estimado em R$ 190 milhões aos cofres públicos estaduais. A ação, batizada de Operação Cash Cow, foi deflagrada pela Secretaria de Estado da Economia, pelo Fisco Estadual e pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT).
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Nova Veneza. O grupo investigado atua no setor frigorífico e no comércio de carnes e é suspeito de utilizar “laranjas” como sócios formais das empresas para ocultar os verdadeiros proprietários e dissimular a movimentação patrimonial.
Operação Cash Cow
Além de sonegação fiscal, as investigações apontam indícios de associação criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações começaram na Secretaria da Economia, por meio da Coordenação do Agronegócio da Gerência de Fiscalização Integrada e da Gerência de Inteligência Fiscal, após a identificação de movimentação considerada atípica: a aquisição de cerca de 80 mil cabeças de gado para abate em apenas um ano.
Operação do Fisco Estadual e da Polícia Civil continua em andamento para identificar os responsáveis pelo esquema de sonegação fiscal em frigoríficos e comércio de carnes. Foto: Divulgação/ PCGO
Segundo o subsecretário da Receita Estadual de Goiás, Wayser Luiz Pereira, há indícios de omissão na declaração de impostos e da utilização de empresas interpostas para evitar o repasse de recursos ao Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra).
“A suspeita é que essas empresas foram constituídas com a finalidade de não pagar impostos e concorrer de forma desleal no mercado, oferecendo preços mais competitivos em razão da sonegação”, afirmou.
A operação segue em andamento, e o valor do prejuízo pode ser ainda maior. De acordo com Wayser, as autoridades vão apurar possíveis omissões na comercialização de carne para garantir que o imposto devido seja devidamente recolhido aos cofres públicos.
O delegado titular da DOT, Alexandre Alvim Lima, destacou que o material apreendido será fundamental para identificar os reais proprietários das empresas envolvidas, dimensionar o montante efetivamente sonegado e responsabilizar os investigados pelo esquema.
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