O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) passou a considerar o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza como foragido da Justiça após a revogação de seu livramento condicional. A decisão foi tomada na última quinta-feira (5).
Segundo a Justiça, Bruno não se apresentou após a revogação do benefício, mesmo com a expedição de um mandado de prisão que determinava seu retorno ao regime semiaberto. Diante do descumprimento, ele passou a ser classificado como foragido.
A medida foi adotada após o ex-jogador viajar, no início de fevereiro, para o Acre, onde assinou contrato para atuar como goleiro do Vasco-AC. O deslocamento ocorreu sem autorização judicial, o que contrariou as condições impostas pelo livramento condicional.
Ex goleiro Bruno é considerado foragido pela Justiça do Rio, após descumprir regras do livramento condicional. Foto: Reprodução/ Jogada10
Na decisão, o juiz Rafael Estrela Nóbrega determinou a revogação do benefício. “Acolho o parecer ministerial e revogo o livramento condicional concedido ao apenado na forma da primeira parte do artigo 87 do Código Penal. Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 anos”, diz trecho do documento publicado no último dia 6.
Ex goleiro Bruno é foragido
Durante a análise do caso, também foi considerada uma publicação feita por Bruno nas redes sociais. Ele divulgou fotos de uma visita ao Maracanã, no fim de janeiro, durante uma partida do Campeonato Brasileiro. As regras do benefício, no entanto, previam recolhimento noturno obrigatório.
O Ministério Público do Rio de Janeiro chegou a pedir o retorno do ex-goleiro ao regime fechado devido ao descumprimento das condições. A Justiça, porém, acolheu o pedido apenas parcialmente e determinou a volta ao regime semiaberto.
Nesse regime, o detento pode trabalhar durante o dia mediante autorização judicial, mas deve permanecer recolhido em unidade prisional no período da noite.
Bruno cumpre pena pelo assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010. No julgamento realizado em 2013 pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ele foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo crime.
Leia também: Polícia prende sobrinho suspeito de mandar matar o próprio tio em Planaltina










