O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), em parceria com a Polícia Militar do Estado de Goiás, apresentou nesta segunda-feira (02/03) o resultado das ações da Operação Randandan, que combate a circulação de veículos com escapamento adulterado. Cerca de 500 escapamentos de motocicletas foram esmagados com o auxílio de um rolo compressor na sede da autarquia.
Segundo o órgão, em um ano de operação, mais de 2,3 mil veículos foram removidos das ruas, a maioria motocicletas com escapamentos irregulares. Apenas em 2026, já foram recolhidos 598 veículos, sendo 254 motos somente em fevereiro.
Os escapamentos destruídos foram apreendidos em blitzes realizadas em oito municípios: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Caldas Novas, Senador Canedo, Trindade, Itapuranga e Itauçu.
“Seguimos atentos para inibir a ação de motoristas que transitam com veículos barulhentos em todo o Estado”, afirmou o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir.
Operação Randandan
Lançada em fevereiro do ano passado, a Operação Randandan é realizada por meio de convênio entre o Detran-GO e a Polícia Militar. O foco é fiscalizar veículos que circulam com descarga livre ou silenciador defeituoso, prática considerada irregular pelo Código de Trânsito Brasileiro.
De acordo com o órgão, além de aumentarem a emissão de poluentes, os escapamentos adulterados provocam poluição sonora e impactam diretamente o bem-estar da população.
“Idosos, pessoas hospitalizadas, grávidas, crianças e indivíduos com sensibilidade a ruídos são os mais afetados por esse problema, que compromete o direito ao sossego público. A população está cansada desse desrespeito”, destacou Delegado Waldir.
Penalidades
A infração está prevista no artigo 230, inciso XI, do Código de Trânsito Brasileiro. Conduzir motocicleta com descarga livre ou silenciador defeituoso é considerado infração grave.
O motorista flagrado com escapamento irregular tem o veículo retido até a regularização, recebe multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A conduta também pode configurar contravenção penal e crime ambiental, conforme a legislação vigente.







