O som de um trompete rompeu o silêncio e ecoou ao longe enquanto lágrimas escorriam pelos rostos de familiares e amigos que se despediram de Daiane Alves Souza. A corretora, assassinada em Caldas Novas, foi velada e sepultada nesta quarta-feira (4), no cemitério e crematório Parque dos Buritis, em Uberlândia, sua cidade natal.
Entre a melodia suave e melancólica do trompete, uma frase rompeu o silêncio durante parte do cortejo: “Daiane, justiça!”. O grito, entoado por familiares e amigos, simbolizou o pedido para que a violência sofrida pela corretora não seja esquecida nem fique impune.
O cortejo seguiu em passos lentos, quase em reverência, acompanhando o carrinho que conduzia o caixão. Entre um movimento e outro, suspiros profundos revelavam uma dor que parecia não encontrar palavras.
Foto: Lyege Evangelista/ Rádio Vitoriosa
Daiane já não estava ali fisicamente, mas permanecia viva na memória, no amor e nas histórias compartilhadas. Agora, dizem os que ficaram, ela descansa — um descanso envolto em saudade.
Pela última vez, familiares e amigos se reuniram para celebrar a vida de quem partiu cedo demais. Balões coloridos foram soltos e contrastaram com o horizonte cinza em um breve momento de trégua da chuva que insistia em ir e voltar na cidade mineira.








