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Construção civil cresce em 2025, mas falta de mão de obra pressiona setor

Administrador Por Administrador
27 de dezembro de 2025
Em Cidades
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Construção civil cresce em 2025, mas falta de mão de obra pressiona setor

A construção civil voltou a ocupar posição central na economia brasileira em 2024 e manteve trajetória de crescimento ao longo de 2025. O avanço foi impulsionado pela retomada de obras públicas, reativação do crédito habitacional e demanda imobiliária represada, criando um cenário de aquecimento que se reflete tanto no volume de investimentos quanto na geração de empregos.

Esse crescimento, no entanto, expôs um problema estrutural que acompanha o setor há anos e agora se tornou crítico: a escassez de mão de obra. Com mais obras contratadas do que capacidade de execução, a construção civil enfrenta atrasos recorrentes, aumento de custos e pressão sobre salários, colocando em xeque o modelo produtivo tradicional.

Crescimento acelerado revela gargalo histórico
O aumento expressivo do número de obras em andamento em 2024 e 2025 ocorreu em um ritmo mais rápido do que a recomposição da força de trabalho. Empresas do setor relatam dificuldades para preencher vagas, sobretudo nas etapas finais das construções, como acabamento e instalações, fases que exigem maior especialização e precisão.

Esse descompasso tem impacto direto nos cronogramas. Obras atrasam, contratos precisam ser renegociados e o custo total dos empreendimentos sobe. Em muitos casos, a falta de trabalhadores se torna o principal fator de risco operacional, superando até mesmo a volatilidade nos preços de insumos.

Foto: Divulgação
Fim do modelo baseado em mão de obra abundante
Durante décadas, a construção civil brasileira operou com base em um modelo intensivo em trabalho braçal, baixa qualificação e grande disponibilidade de trabalhadores. Esse sistema entrou em colapso após sucessivas crises econômicas, paralisações de grandes projetos e perda de atratividade do setor.

Milhões de profissionais deixaram a construção civil e não retornaram quando o mercado voltou a aquecer. O resultado é uma oferta reduzida de trabalhadores, especialmente nas funções mais operacionais, o que elevou salários e aumentou a instabilidade nos canteiros. A disputa por profissionais se intensificou e passou a pressionar os custos das obras de forma estrutural.

Leia também: Mercado editorial cresce 13% e gera 70 mil empregos no Brasil

Concorrência com aplicativos e envelhecimento da força de trabalho
A construção civil também perdeu espaço para a economia de aplicativos. Para muitos trabalhadores, atividades como transporte e entregas oferecem renda imediata, flexibilidade de horários e menor desgaste físico, tornando-se mais atrativas do que o trabalho pesado nos canteiros.

Esse movimento afeta principalmente os mais jovens, reduzindo a renovação da mão de obra. Ao mesmo tempo, a média de idade dos trabalhadores do setor aumenta, gerando limitações físicas para tarefas intensas e risco de perda de conhecimento prático acumulado. Sem novos aprendizes, cresce o retrabalho, os erros e o desperdício.

Tecnologia e industrialização deixam de ser escolha
Diante da escassez, o setor passou a buscar soluções estruturais. A construção industrializada ganha espaço ao reduzir a dependência de trabalho manual, transferindo etapas para ambientes controlados e padronizados. O canteiro deixa de ser um local de produção artesanal e passa a funcionar como espaço de montagem.

A digitalização acompanha esse movimento. Planejamento detalhado antes da execução, menor improvisação e redução de falhas tornam-se essenciais para produzir mais com menos pessoas. O novo modelo exige trabalhadores mais qualificados, com leitura técnica e noções digitais, reforçando a necessidade de capacitação direcionada.

Foto: Divulgação
Goiás reflete o cenário nacional
Em Goiás, o aquecimento do mercado imobiliário reforça esse panorama. Goiânia consolidou-se como a terceira capital com maior mercado imobiliário do país no primeiro semestre do ano, segundo levantamento da Brain Inteligência Imobiliária. No mesmo período, o estado foi o sexto que mais gerou empregos na construção civil, com saldo positivo de 9,5 mil vagas, quase metade concentrada na capital e região metropolitana, conforme dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

O volume elevado de vagas abertas reforça o desafio do setor: há demanda por obras, investimento disponível e mercado ativo, mas falta gente para executar. Diante disso, planejamento antecipado, retenção de trabalhadores e adoção de métodos construtivos mais eficientes tornaram-se práticas essenciais.

A escassez de mão de obra não é conjuntural. Trata-se de uma mudança estrutural. A construção civil que seguirá crescendo será aquela capaz de se reinventar, combinando tecnologia, industrialização, qualificação e eficiência. O setor deixa de depender da abundância de trabalhadores e passa a buscar produtividade, previsibilidade e sustentabilidade econômica.

 

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