O bombeiro militar que teria atirado em um cachorro, na tarde do último domingo (5), foi afastado de suas funções dentro da corporação. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), além do afastamento, o porte de arma do militar também foi suspenso. Além disso, o CBMGO informou que foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta do militar e, caso seja comprovada a existência de conduta ilícita, o militar poderá ser punido criminal e administrativamente.
Defesa do bombeiro
Em entrevista ao repórter Micael Moura, do jornal O HOJE, o advogado do bombeiro, o criminalista Eduardo Moura, afirmou que o caso não se trata de legítima defesa, mas sim de “estado de necessidade”. Segundo a defesa, o militar realizava atividade física quando foi cercado por vários cães e acabou sendo atacado. “Ele tentou se desvencilhar, afastar os animais, mas não conseguiu. Continuou recuando até que um deles se aproximou mais, momento em que ele efetuou o disparo”, explicou o advogado.
O advogado também negou qualquer prática de maus-tratos. “Não houve intenção de ferir ou matar o animal. Ele agiu para se defender de um ataque”, afirmou.
Nas imagens que circularam nas redes sociais é possível ver o animal caído no chão, aparentemente sem vida, enquanto o suspeito, fardado do Corpo de Bombeiros permanece no local. No vídeo, um casal observa a cena a partir de um apartamento e reage com indignação. Em determinado momento, o homem questiona a ação ao perguntar se o cachorro havia sido morto.
A defesa enfatiza que as imagens divulgadas até o momento não mostram o início da ocorrência. “Os vídeos exibem apenas o cachorro já morto. Estamos aguardando imagens que comprovem o ataque”, disse.
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