Na tarde do último domingo (5/4), um bombeiro militar matou um cachorro a tiros no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO).
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o animal já caído no chão, aparentemente morto, enquanto um homem uniformizado do Corpo de Bombeiros permanece no local. Nas imagens, um casal observa a cena de um apartamento e reage à situação. “Ô desgraçado, o que você fez aí? Matou o cachorro?”, questiona o homem.
Com exclusividade ao jornal O HOJE, o advogado do bombeiro, o criminalista Eduardo Moura, afirmou que o caso não se trata de legítima defesa, mas sim de “estado de necessidade”. Segundo a defesa, o militar realizava atividade física quando foi cercado por vários cães e acabou sendo atacado. “Ele tentou se desvencilhar, afastar os animais, mas não conseguiu. Continuou recuando até que um deles se aproximou mais, momento em que ele efetuou o disparo”, explicou o advogado.
O advogado também negou qualquer prática de maus-tratos. “Não houve intenção de ferir ou matar o animal. Ele agiu para se defender de um ataque”, afirmou.
A defesa informou, ainda, que as imagens divulgadas até o momento não mostram o início da ocorrência. “Os vídeos exibem apenas o cachorro já morto. Estamos aguardando imagens que comprovem o ataque”, disse.
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Sobre possíveis consequências legais, o advogado reconhece que, caso surjam provas contrárias à versão apresentada, o militar poderá responder judicialmente. Ainda assim, afirma estar confiante de que novas imagens irão corroborar a tese da defesa.
Ele também relatou que o bombeiro está emocionalmente abalado e tem recebido ameaças nas redes sociais. Segundo a defesa, o militar é amante de animais e não teria agido com intenção de causar sofrimento.
Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) informou que o militar foi atacado por cerca de cinco cães enquanto realizava atividade física regulamentar. A corporação afirmou que o disparo ocorreu em situação de risco iminente, com o objetivo de cessar a agressão.
O CBMGO destacou ainda que há registros recorrentes de ataques de cães na região, o que representa risco à população. O caso segue sob investigação.










