O segundo debate entre os candidatos ao Governo de Goiás aconteceu neste domingo (30), com a presença do governador Daniel Vilela (MDB), o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Wilder Morais (PL).
O encontro foi realizado pela PUC TV em parceria com o Diário de Goiás e Rádio Difusora, além de outras 14 emissoras de rádios do interior. Os candidatos fizeram e responderam perguntas sobre terras raras, segurança pública, saúde, finanças, rodovias, investimentos, educação, esporte e lazer, corrupção, programas sociais e Entorno do Distrito Federal.
Ao longo do debate, Daniel e Marconi trocaram acusações, tiveram dois embates diretos e tiveram dois direitos de respostas concedidos para cada. No segundo embate direto entre os dois candidatos, o tema foi corrupção. O tucano buscou relacionar Vilela a casos conhecidos.
“Daniel, você é leviano em falar de corrupção, em falar que eu não moro aqui, mas você foi envolvido, sim, em muitos escândalos de corrupção, com a participação, inclusive, da Polícia Federal. Quem não se lembra do Esquema das Pastinhas, Operação Miqueias. Você estava diretamente envolvido com aquela moça das pastinhas. Você também foi citado como ‘padre’ na delação da Odebrecht, escapou porque você era presidente da CCJ. Você está falando de comprar esse hospital novo, da Oncoclínicas, que está vinculado ao crime organizado”, acusou o tucano.
Em resposta, Vilela atrelou o ex-governador ao caso Master. “O senhor começou lá no Mensalão e agora recebeu R$ 15 milhões do Banco Master. Daniel Vorcaro, esse banqueiro que está preso, depositou na conta do senhor R$ 15 milhões. O senhor é que tem que explicar a razão de ter recebido R$ 15 milhões. Porque perguntaram e o senhor disse que era uma complementação de renda. O senhor não explicou qual foi o trabalho que fez para ele”, disparou o emedebista.
Daniel ainda disse, sobre Marconi, que “talvez o senhor esteja se olhando no espelho”. “Eu nunca respondi nenhum processo de corrupção, ao contrário do senhor que é réu por corrupção. Em todos os escândalos da história recente da política brasileira o senhor esteve presente. Posso ter sido citado, mas nunca respondi, nunca recebi nenhuma denúncia.”
Troca de farpas
As trocas de farpas entre o emedebista e o tucano tiveram alguns capítulos com Marconi, que acusou o governo de práticas adotadas pelos nazistas. O pessedebista também prometeu que vai tirar o próprio sigilo bancário e convidou Vilela a fazer o mesmo. Em contrapartida, o candidato à reeleição afirmou que seu sigilo bancário já havia sido retirado ao assumir o governo e entregue ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO).
Luis Cesar Bueno seguiu na estratégia traçada para a campanha, ao ressaltar sempre as obras encabeçadas pelo governo Lula em Goiás. A tática, que visa atrair votos para o petista na disputa pela reeleição, foi utilizada por Cesar Bueno, ao ser questionado sobre educação.
“Precisamos ter ensino de qualidade no contexto do Estado. O investimento que o Governo Federal fez através do Ministério da Educação em Goiás é muito grande. Nós fizemos a Universidade Federal de Jataí, obra do presidente Lula. Fizemos a Universidade Federal de Cidade Ocidental, que está bastante adiantada, obra do presidente Lula.”
Luis Cesar continuou: “Fizemos investimento significativo dentro da estrutura da Universidade Federal de Goiás e ampliamos significativamente os hospitais universitários. Um bom apoio que a saúde tem é justamente o Hospital das Clínicas, que foi feito pelos governos do Partido dos Trabalhadores”.
Ligação à família Bolsonaro
Wilder Morais atrelou sua candidatura à família Bolsonaro, ao agradecer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela autorização para disputar o governo e defender a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) a presidente. No quesito segurança pública, o senador destacou o aumento dos feminicídios em Goiás.
“Realmente, nós reconhecemos que a segurança pública melhorou muito, mas na questão patrimonial. Nós temos aí um índice muito grande de feminicídio, que hoje é um dos maiores do Brasil. Hoje a gente tem também um volume de cidades muito grande, mais de 100 cidades que não tem policiais e, também, não tem delegacia”, criticou Wilder.
“Nós temos hoje a Delegacia da Mulher, que funciona 24 horas apenas na Capital. Temos a construção da Casa da Mulher, que está paralisada há um bom tempo. Isso, com toda certeza, tem muito a melhorar a questão da segurança pública”, pontuou o bolsonarista. (Especial para O HOJE)
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