O Novo oficializou nesta segunda-feira (27) a candidatura à Presidência da República do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O mineiro foi oficializado após a convenção nacional do partido, que aconteceu virtualmente, e posteriormente apresentado em um evento em Brasília.
O evento contou com a presença do presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, de lideranças do partido, como o senador Eduardo Girão (CE); o ex-deputado Deltan Dallagnol; e o deputado Marcel Van Hattem (RS), além de filiados da legenda.
Em seu discurso, Zema agradeceu o endosso do partido ao seu projeto presidencial e ressaltou que possui “todas as credenciais” para disputar o Palácio do Planalto. “Modéstia à parte, até mais do que os meus concorrentes”, disse.
O ex-governador afirmou que o “brasileiro está cansado da polarização” e que irá se apresentar como alternativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O presidenciável aproveitou o anúncio para elencar uma série de promessas para os eleitores. O mineiro prometeu acabar com “a farra dos intocáveis”, em referência às críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF); construir um “superpresídio” em local remoto na Amazônia, para abrigar líderes de facções criminosas; reduzir “privilégios e mordomias” do serviço público; e classificar facções criminosas como terroristas.
Também constaram nas promessas do mineiro novas privatizações de empresas estatais e a proposição de um novo modelo de distribuição e uso das emendas parlamentares. Além disso, o ex-governador afirmou que, caso seja eleito, irá promover uma reforma para indicações ao Supremo, como o estabelecimento de idade mínima de 60 anos e de um sistema de lista tríplice, além do fim de decisões monocráticas para temas analisados pelo Congresso Nacional.
O ex-governador também tratou de concentrar as críticas ao governo Lula. Ao criticar as “mordomias” do serviço público, Zema afirmou que “no Brasil, o setor público carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário como essas aberrações que têm acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT”, disse.
As críticas aos petistas também partiram de lideranças da legenda. O presidente do Novo afirmou que uma das marcas da gestão de Zema em Minas foi “enterrar” o PT no Estado.
“Se tem algo, talvez o maior legado que o Zema tenha deixado em Minas Gerais, e que é o que nós vamos buscar mostrar para o brasileiro, que é capaz de fazer no Brasil, é que uma boa gestão com pessoas decentes, qualificadas, competentes, íntegras e corajosas enterra o PT, como nós enterramos o PT em Minas Gerais, nós vamos enterrar o PT”, afirmou Ribeiro.
Indulto a Bolsonaro
Durante seu discurso, Zema poupou Flávio de críticas contundentes e prometeu resolver “injustiças cometidas” em relação aos atos antidemocráticos do 8 de janeiro e da trama golpista. Segundo o mineiro, houve um “julgamento político” e que o indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “será feito”.
“Quero que o Brasil resolva injustiças cometidas em relação aos atos do 8 de Janeiro. Temos pessoas que não sabiam o que estavam fazendo e estão detidas. Se houve uma tentativa de golpe, que haja um julgamento imparcial, e não um julgamento político, como aconteceu. Precisamos passar uma borracha e olhar para o futuro”, afirmou Zema. “No que depender de mim, [o indulto] será feito”, concluiu.
E a vice?
Apesar de oficialmente candidato, Zema segue sem definir quem irá compor a vice em sua chapa. O ex-governador afirmou confirmou que conversa com outras legendas, mas que há possibilidade de uma chapa pura.
Zema afirmou que busca por um companheiro de chapa que tenha “ficha limpa” e defenda os planos de sua candidatura. O mineiro também confirmou as conversas com o ministro aposentado do STF, Joaquim Barbosa, para compor a chapa na vice. Barbosa chegou a ser cotado para disputar o Planalto pelo Democracia Cristã, mas recuou do projeto.
O ex-governador foi o quarto presidenciável a confirmar a candidatura ao Planalto. Antes do mineiro, Renan Santos (Missão), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) já haviam sido oficializados como candidatos nas convenções de seus partidos.
Celina Leão sanciona lei que torna formatura opcional e amplia acesso de estudantes de baixa renda no DF
O post Novo oficializa candidatura de Zema à Presidência da República apareceu primeiro em O Hoje.


