O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania do processo eleitoral brasileiro neste sábado (25/7) e afirmou que o país não aceitará qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições. A declaração foi feita durante a convenção estadual do PT, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista, um dia após o Itamaraty negar vistos a dois diplomatas dos Estados Unidos.
Durante o discurso, Lula ressaltou que a definição dos rumos políticos do Brasil cabe exclusivamente ao eleitorado brasileiro. Ao comentar a possibilidade de influência externa, o presidente afirmou que “quem quiser de fora se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito aqui nas eleições” e destacou que cerca de 157 milhões de eleitores serão os responsáveis por escolher os futuros governantes do país.
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O chefe do Executivo também reforçou que o Brasil pretende manter relações diplomáticas com todas as nações, mas sem abrir mão da autonomia nacional. Segundo Lula, a política externa brasileira continuará baseada na defesa da paz, do diálogo e da cooperação internacional, preservando a independência das instituições e do processo democrático.
As declarações ocorrem em meio à repercussão da decisão do Ministério das Relações Exteriores de negar os pedidos de visto dos diplomatas norte-americanos Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado. Os dois foram citados em reportagem como integrantes de uma missão que pretendia viajar ao Brasil para questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
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