O anúncio de quem será o vice na chapa encabeçada pelo ex-governador Marconi Perillo para disputar o governo do Estado deve acontecer somente na convenção partidária do PSDB. O evento dos tucanos está marcado para o dia 5 de agosto e acontecerá na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
O tucano mantém em segredo as articulações, que, conforme apurado pela reportagem do O HOJE, também envolvem reuniões em Brasília com a cúpula nacional do tucanato. O ex-governador tem pregado cautela na escolha do companheiro de chapa e dos dois nomes que irão disputar o Senado Federal. Até agora, o único pré-candidato ao Senado revelado é o procurador-geral da Alego, Iure Castro (Cidadania), que deve ficar com a vaga.
O ex-governador trabalha para atrair partidos para compor seu projeto eleitoral que mira o retorno ao Palácio das Esmeraldas. Atualmente, o arco de alianças de Marconi, para além da federação PSDB-Cidadania, inclui o Democracia Cristã. O tucano trabalha para atrair o PDT, que está sob comando do procurador-geral da Câmara Municipal de Goiânia, Kowalsky Ribeiro.
A negociação com os pedetistas envolve uma indicação da legenda para a chapa majoritária. Porém, o alinhamento nacional do partido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), oficializado na última segunda-feira (20) na convenção nacional do PDT, é uma das principais barreiras para uma aliança com os tucanos em Goiás. Marconi já deixou claro que não quer participar do palanque para Lula no Estado.
Ao O HOJE, Kowalsky afirma que “qualquer composição passa pelo respeito ao programa do PDT”. “Não tenho qualquer dificuldade em ter aliança com o Marconi, com o [governador] Daniel Vilela (MDB) ou com [ex-deputado estadual e pré-candidato do PT] Luis Cesar Bueno. A dificuldade com o PSDB ou com o MDB é o apoio deles ao projeto do presidente Lula”, explica o presidente do PDT em Goiás.
Além disso, um dos motivos para a espera de Marconi é a crença dentro do grupo de aliados do tucano que o congestionamento na chapa majoritária da base governista pode resultar em desertores do grupo governista.
O congestionamento nos partidos da base resultou, por exemplo, na saída do presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo, do grupo de aliados de Daniel. Policarpo se filiou ao Cidadania na janela partidária após sofrer com a falta de espaço nas legendas da base.
Além disso, há quatro pré-candidaturas avulsas ao Senado dentro da base aliada, além de quatro cotados para a vice de Daniel. “Descontentes de lá podem ser aliados de cá, entende?”, diz uma fonte ligada a Marconi ao O HOJE.
Pré-campanha segue como foco
Apesar das articulações silenciosas sobre a chapa majoritária, até o momento, o principal foco do ex-governador tem sido a pré-campanha. Marconi tem visitado municípios goianos de diferentes regiões desde abril deste ano, quando intensificou os encontros rumo à estruturação de apoiadores até a convenção.
Na última terça-feira (21), o tucano cumpriu agenda no Norte goiano. O ex-governador visitou Amaralina, Mara Rosa, Alto Horizonte, Nova Iguaçu e Campinorte. Na última semana, foram compromissos em mais de dez cidades na região do Vale do São Patrício.
O ex-chefe do Executivo estadual tem aproveitado os encontros políticos para apresentar as propostas que constarão no seu plano de governo e reunir aliados políticos de outrora. O objetivo é visitar pelo menos 190 dos 246 municípios do Estado até o início da campanha eleitoral.
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