Em meio ao endurecimento da política dos Estados Unidos contra Cuba, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou na quinta-feira (11) que o Pentágono trabalha com diferentes cenários para o país, segundo a CNN Brasil. Inclusive diante de questionamentos sobre uma eventual operação destinada a capturar o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
Questionado diretamente se uma ação de “capturar ou matar” o líder cubano integra as alternativas avaliadas pela Defesa, Hegseth não negou a possibilidade. “Temos opções por todos os lado”, respondeu. “Literalmente ganhamos a vida planejando. Portanto, fora o Pentágono, ninguém planeja melhor do que o CENTCOM. Para voltar ao ponto central da razão pela qual estamos aqui, todas essas opções estão sobre a mesa”, acrescentou.
A declaração foi dada durante visita ao Comando Central dos EUA (CENTCOM), sediado na Flórida. O secretário afirmou ainda que Havana enfrenta pressão crescente e sugeriu que o governo cubano deveria rever suas decisões. “Há muita pressão sobre o regime cubano neste momento e com razão”, disse. “As autoridades da ilha têm grandes decisões que deveriam tomar, e por vezes os líderes tomam decisões erradas quando estão sob pressão”, afirmou.
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Hegseth evitou informar se existe planejamento semelhante à operação de captura de Nicolás Maduro na Venezuela. “Tudo o que eu diria é: opções, opções, opções. Nosso trabalho é apresentar opções em diferentes escalas, dependendo de onde o comandante em chefe, o presidente dos Estados Unidos, quer ir”, declarou.
Cuba afirma que é “um país soberano”
A resposta veio do representante de Havana na ONU, Ernesto Soberón. Em publicação no X, o diplomata afirmou: “O futuro de Cuba, um país soberano e independente, corresponde única e exclusivamente ao povo cubano e ao seu governo. O secretário de Defesa, que crê que o futuro de Cuba está em outras mãos, está completamente equivocado”.
