Os confrontos entre Israel e o Hezbollah voltaram a se intensificar nesta quinta-feira (4), com ataques israelenses que deixaram pelo menos quatro mortos no sul do Líbano e resultaram na morte de um integrante da Organização das Nações Unidas (ONU). A nova escalada ocorre um dia após os Estados Unidos anunciarem mais um acordo de cessar-fogo entre Tel Aviv e Beirute.
A continuidade dos combates representa mais um obstáculo aos esforços diplomáticos para encerrar a guerra no Irã. O conflito no território libanês ganhou peso estratégico nas negociações internacionais, especialmente porque Teerã condiciona qualquer acordo abrangente ao fim das operações militares de Tel Aviv no sul do país.
As forças israelenses mantêm o controle de aproximadamente um quinto do território libanês desde que os ataques entre Israel e Hezbollah foram retomados em 2 de março, quando o grupo abriu uma nova frente de confrontos em apoio ao Irã, alvo de ações militares conjuntas de Tel Aviv.
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Segundo Israel, a permanência na região é necessária para garantir a segurança das comunidades do norte do país. O governo israelense também afirma que não pretende retirar suas tropas enquanto considerar que o grupo xiita continua representando uma ameaça.
Hezbollah rejeita acordo firmado entre Israel e Líbano
O Hezbollah, por sua vez, rejeitou o entendimento negociado pelos governos com mediação dos EUA. O líder da organização, Naim Qassem, criticou duramente a proposta e afirmou que ela representa “um roteiro para a aniquilação de uma parte do povo libanês e a escravização do restante”.
Em comunicado, Qassem declarou que a resistência continuará enquanto houver ocupação israelense. Ele também advertiu que o norte de Israel permanecerá vulnerável enquanto cidades e aldeias libanesas seguirem sob bombardeio. “Enquanto a ocupação existir, a resistência continuará”, declarou.


