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Após acidente que matou cinco estudantes, polícia aguarda laudos para esclarecer colisão em Córrego do Ouro

Administrador Por Administrador
3 de junho de 2026
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A tragédia que abalou Goiás na noite de segunda-feira (1º) continua mobilizando autoridades, equipes de saúde e familiares das vítimas. O acidente entre uma van escolar e um caminhão na GO-518, entre os municípios de Buriti de Goiás e Córrego do Ouro, deixou cinco estudantes mortos e sete feridos. Enquanto a Polícia Civil busca esclarecer as causas da colisão, hospitais da rede estadual seguem acompanhando a recuperação dos sobreviventes.

Os adolescentes retornavam para casa após o período de aulas no Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro, em Sanclerlândia. A van fazia diariamente o transporte dos estudantes até Córrego do Ouro quando ocorreu a colisão frontal com uma carreta boiadeira por volta das 18h30.

Quem são as vítimas da tragédia
As vítimas fatais foram identificadas como Lucas Antônio de Souza Dias, de 14 anos; Ezequiel Souza Oliveira, de 14 anos; Izadora Monteiro da Silva, de 12 anos; Isadora Castro Neves, de 12 anos; e Maria Carolina Sabino Alves, de 11 anos. A morte dos cinco estudantes provocou comoção em toda a região e levou o Governo de Goiás a decretar luto oficial de três dias.

Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) na madrugada de terça-feira (2). Quatro estudantes foram velados no Ginásio de Esportes de Córrego do Ouro, enquanto outra cerimônia ocorreu em São Luís de Montes Belos.

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Estado de saúde dos sobreviventes
Entre os sete estudantes que sobreviveram ao acidente, quatro receberam atendimento no Hospital Estadual de São Luís de Montes Belos Dr. Geraldo Landó (HESLMB). Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), todos apresentavam escoriações leves, permaneceram conscientes, orientados e sem sinais de traumas graves. Após passarem por exames e avaliação multiprofissional, receberam alta hospitalar.

Outros três adolescentes foram encaminhados ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Uma adolescente de 12 anos segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica em estado grave. Ela respira com auxílio de ventilação mecânica e permanece sob monitoramento constante das equipes médicas.

Além dela, um adolescente de 12 anos continua internado no pronto-socorro da unidade, consciente e respirando espontaneamente. Já um estudante de 13 anos foi transferido para o Hospital Ortopédico de Goiânia (HOG), a pedido da família, apresentando quadro estável e estado geral regular.

Rede de saúde montou força-tarefa
Diante da gravidade da ocorrência, a Secretaria de Estado da Saúde mobilizou equipes de diferentes unidades para garantir atendimento rápido às vítimas. O secretário estadual de Saúde, Rasível Santos, visitou o Hugol e o Hospital Estadual de São Luís de Montes Belos para acompanhar pessoalmente a situação dos estudantes.

Segundo ele, toda a rede estadual permaneceu mobilizada desde os primeiros momentos após o acidente. “Estamos acompanhando de perto a assistência prestada aos estudantes e oferecendo todo o suporte necessário às famílias. É um momento de profunda tristeza para Goiás, mas também de mobilização de toda a rede estadual de saúde para garantir o melhor atendimento possível às vítimas”, afirmou.

Polícia Civil abre inquérito
A Polícia Civil de Goiás instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias do acidente. A corporação informou que se trata de uma ocorrência complexa, que exigirá análise detalhada dos laudos produzidos pela Polícia Científica.

O delegado Mário Moraes, afirmou que a investigação vai apurar tanto a conduta do motorista da van escolar quanto a do condutor da carreta envolvida na colisão. “Já foi instaurado um inquérito policial para apuração dos fatos. Tanto a conduta do motorista da van quanto a conduta do motorista do caminhão serão analisadas. Agora aguardamos os laudos periciais e a continuidade das diligências para esclarecer tudo o que ocorreu”, destacou.

Além dos depoimentos dos envolvidos, a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos da Polícia Científica para reconstruir a dinâmica do acidente. Os peritos trabalham para identificar como ocorreu a colisão frontal e quais fatores podem ter contribuído para a tragédia.

A investigação também deverá verificar as condições dos veículos, a situação da rodovia, a utilização dos equipamentos de segurança pelos ocupantes e outros elementos considerados relevantes para a apuração.

Segundo a Polícia Civil, os trabalhos são conduzidos inicialmente sob a perspectiva dos crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. No entanto, a tipificação poderá ser alterada conforme o avanço das investigações.

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