A farmacêutica brasileira EMS anunciou nesta segunda-feira (2) os preços do Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento começará a ser comercializado nas próximas semanas com valores a partir de R$ 452, ampliando a concorrência em um mercado que ganhou destaque nos últimos anos devido à popularização dos tratamentos para diabetes e obesidade.
O Ozivy utiliza o mesmo princípio ativo presente no Ozempic, medicamento da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. A aprovação da Anvisa ocorreu após o fim da patente da semaglutida no Brasil, permitindo que outras empresas desenvolvessem versões próprias da substância. O produto da EMS é considerado a primeira versão sintética nacional da molécula aprovada para comercialização no país.
Caneta mais acessível
Segundo a empresa, o objetivo é oferecer uma alternativa mais acessível ao consumidor brasileiro. Antes mesmo da definição oficial dos preços, executivos da farmacêutica já haviam indicado que o Ozivy chegaria ao mercado custando cerca de 30% menos do que os medicamentos concorrentes.
A Anvisa autorizou o medicamento para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, em associação a dieta e exercícios físicos. A indicação aprovada contempla pacientes que não conseguem controlar adequadamente a doença apenas com mudanças no estilo de vida ou com outros medicamentos.
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O lançamento também representa um marco para a indústria farmacêutica nacional. A EMS investiu mais de R$ 1 bilhão em sua plataforma de produção de medicamentos à base de peptídeos e pretende fabricar as canetas em sua unidade de Hortolândia, no interior de São Paulo. A expectativa da companhia é distribuir mais de um milhão de unidades no primeiro ano de comercialização.
Especialistas avaliam que a chegada de novas versões da semaglutida tende a aumentar a concorrência e contribuir para a redução gradual dos preços, tornando o tratamento mais acessível para pacientes que dependem do medicamento. Atualmente, produtos à base da substância podem ultrapassar facilmente a faixa dos R$ 800 por unidade em farmácias brasileiras.
