O vereador Carlos Bolsonaro (PL) criticou, nesta segunda-feira (1º) o que classificou como falta de tratamento equilibrado por parte de setores da direita diante de denúncias envolvendo lideranças políticas do campo conservador. Em publicação nas redes sociais, o pré-candidato ao Senado por Santa Catarina questionou a reação de aliados após a divulgação de informações sobre a contratação de uma empresa supostamente ligada ao PCC durante a gestão do ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD).
Sem citar diretamente adversários internos do campo político, Carlos afirmou que determinados grupos têm adotado posturas diferentes em situações semelhantes. Segundo ele, houve forte mobilização para cobrar explicações sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas silêncio em relação a outros casos que envolvem figuras da direita.
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Na publicação, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também mencionou o Partido Novo ao comentar o que chamou de “silencioso e curioso envolvimento” da legenda com Vorcaro. A referência foi direcionada à doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, à campanha de reeleição de Romeu Zema ao governo de Minas Gerais em 2022.
Carlos afirmou que não defende condenações antecipadas e que todos os fatos devem ser esclarecidos antes de qualquer julgamento. Apesar disso, declarou que esperava uma postura semelhante por parte de integrantes da oposição em diferentes episódios envolvendo agentes públicos e lideranças políticas, criticando o que considera seletividade nas manifestações sobre os casos.
