Bruno Goulart
O presidente Lula da Silva (PT) afirmou no último sábado (31) que a esquerda precisa voltar a utilizar as cores verde e amarelo como símbolos nacionais e defendeu que elas não sejam associadas a grupos políticos específicos. A declaração foi feita durante participação no evento Rio2C, no Rio de Janeiro, onde o petista participou do lançamento do Tela Brasil, nova plataforma pública e gratuita de streaming voltada à produção audiovisual brasileira. O evento também foi marcado por críticas indiretas ao filme “Dark Horse”, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e está envolvido em controvérsias relacionadas ao Banco Master.
A fala de Lula ocorreu após uma brincadeira com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que participava da cerimônia usando uma jaqueta com o escudo da seleção brasileira. Em tom descontraído, o presidente disse que o prefeito precisava vestir as cores nacionais e acrescentar a identificação de que não era bolsonarista.
Leia mais: Filha de Silvio Santos é cotada para vice de Caiado
Em seguida, defendeu que o campo progressista passe a utilizar mais os símbolos nacionais. “Nessa Copa, vamos ter que andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, afirmou.
Identidade nacional
Além disso, Lula voltou a adotar um discurso de valorização da identidade nacional e da soberania cultural. Segundo ele, os brasileiros precisam conhecer melhor a própria história e reconhecer a contribuição da cultura para o desenvolvimento econômico do país.
O presidente criticou o hábito de valorizar excessivamente referências estrangeiras e afirmou que há pessoas que preferem utilizar expressões em inglês em vez do português. Também fez uma comparação envolvendo o turismo ambiental, dizendo que muitos defendem a preservação do meio ambiente, mas escolhem viajar para Miami em vez de conhecer a Amazônia.
