Estados Unidos (EUA) e Irã mantêm negociações para um possível acordo em meio ao conflito entre os dois países, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, avalia as condições apresentadas para um entendimento com Teerã. Na sexta-feira (29), Trump afirmou que se reuniu com assessores na Sala de Situação da Casa Branca para decidir se aceitaria os termos em discussão. A reunião durou cerca de duas horas e nenhuma decisão foi anunciada. Em publicação na rede Truth Social, o presidente dos EUA afirmou que o Irã “deve concordar que nunca terá uma arma nuclear ou bomba” e que o Estreito de Ormuz precisa ser “imediatamente aberto”, sem pedágios ou restrições ao tráfego marítimo. O norte-americano também declarou que as minas colocadas pelo Irã na hidrovia devem ser removidas e afirmou que o bloqueio norte-americano ao estreito seria suspenso para permitir que navios retidos no canal voltassem a navegar. Sobre o programa nuclear iraniano, Trump disse que o estoque de urânio altamente enriquecido do país seria “desenterrado pelos EUA” e destruído. Leia mais: Acordo entre EUA e Irã espera aprovação final de Trump Leia mais: EUA negam informações sobre rascunho de acordo divulgado pelo Irã “Nenhuma transação monetária será realizada até novo aviso”, escreveu o presidente dos EUA, em aparente referência ao auxílio financeiro ao Irã como parte do pacote negociado.
Teerã vê “mistura de verdade e falsidade” no discurso dos EUA
Do lado iraniano, as autoridades indicaram que as negociações continuam, mas sem um acordo final até o momento. A agência semioficial Fars informou que o governo do Irã considera as declarações de Trump sobre um possível acordo como “uma mistura de verdade e falsidade”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou que os contatos diplomáticos continuam, mas afirmou que ainda não existe um acordo fechado entre os dois países. Segundo ele, neste momento as conversas estão concentradas na tentativa de encerrar a guerra.


