Os confrontos entre facções dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deixaram ao menos 52 mortos no sudeste do país, segundo a CNN Brasil, com informações de um comunicado divulgado nesta quinta-feira (28) por um dos grupos envolvidos nos combates.
A disputa ocorre em uma região estratégica para a produção e o tráfico de cocaína, dias antes das eleições presidenciais marcadas para domingo (31).
Os embates aconteceram em áreas de selva do departamento de Guaviare, nas proximidades da vila de Barranco Colorado, e são considerados os mais violentos registrados nos últimos meses no país.
Os confrontos envolveram integrantes da dissidência liderada por Néstor Gregório Vera, conhecido como Iván Mordisco, e o grupo comandado por Alexandre Díaz Mendoza, chamado de Calarcá Córdoba. As duas facções disputam o controle territorial e os lucros obtidos com o narcotráfico e a mineração ilegal em áreas isoladas da Colômbia.
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Colômbia mobiliza operação em meio a escalada
O ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, confirmou nas redes sociais que houve combates na região. O Exército também reconheceu as operações armadas, mas não divulgou balanço oficial de mortos ou feridos. Sánchez afirmou que tropas foram deslocadas para proteger moradores da área afetada pelos confrontos.
A escalada da violência ocorre em meio à mobilização nacional para garantir a segurança das eleições presidenciais. Segundo o ministro, cerca de 408 mil integrantes das forças de segurança foram posicionados em diferentes regiões do país. O esquema inclui aeronaves, embarcações, drones, sistemas antidrones e veículos blindados.
Em entrevista à emissora Noticias Caracol, Pedro Sánchez afirmou que o processo eleitoral colombiano exige atenção especial diante da atuação de grupos armados ilegais. “Fazer eleições na Colômbia não é o mesmo que fazê-las na Suíça (…) existem riscos à democracia, isso não deve ser ignorado”, declarou.


