A escalada da violência e o avanço de grupos armados colocaram a segurança no centro da eleição presidencial da Colômbia, marcada para esse domingo (31). O crescimento dos ataques com drones explosivos e o assassinato do senador e pré-candidato Miguel Uribe marcam a tensão política no país às vésperas da votação que definirá o sucessor de Gustavo Petro.
Dados do Ministério da Defesa mostram que ataques com drones atingiram 333 alvos em 2025, contra 61 registros em 2024. Em 2026, o Exército de Bogotá contabilizou 107 ofensivas do tipo, com dois soldados mortos. Os equipamentos adaptados para lançar explosivos passaram a ser usados com maior frequência desde 2024, principalmente na fronteira com a Venezuela, no norte da província de Bolívar e em áreas costeiras do sudoeste colombiano.
Ainda, a disputa presidencial ocorre em meio às críticas à política de “paz total” defendida por Petro, baseada em negociações com grupos rebeldes remanescentes. Parte do eleitorado considera que a violência ligada às organizações armadas piorou durante o atual governo.
Segundo a Missão de Observação Eleitoral da Colômbia, 386 municípios, cerca de um terço do país, estão vulneráveis à violência de grupos armados. Já a Fundação Ideias para a Paz estima que aproximadamente 27 mil pessoas continuam armadas no território.
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Atentado contra pré-candidato à presidência da Colômbia
O atentado ocorrido em junho de 2025 contra o senador Miguel Uribe, pré-candidato do Centro Democrático, reforçou o clima de insegurança. A investigação aponta envolvimento da Segunda Marquetalia, grupo dissidente das antigas Farc. O caso relembrou o histórico de ataques contra políticos promovidos por paramilitares e organizações criminosas.
A Colômbia assinou em 2016 um acordo de paz com as antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que aceitaram se desarmar. Apesar disso, grupos dissidentes seguem ativos em várias regiões.


