A Rússia lançou na madrugada deste domingo (24) um dos maiores ataques aéreos contra a Ucrânia desde o início da guerra, atingindo Kiev e outras regiões do país com centenas de drones e dezenas de mísseis. Ao menos quatro pessoas morreram, sendo duas na capital ucraniana, e mais de 60 ficaram feridas, segundo autoridades locais.
De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, o bombardeio envolveu 600 drones e 90 mísseis. As defesas antiaéreas conseguiram neutralizar 549 drones e 55 mísseis, enquanto ao menos 19 projéteis não chegaram aos alvos previstos. Explosões foram registradas em diferentes pontos de Kiev durante a madrugada, provocando incêndios e danos em áreas residenciais e comerciais.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques atingiram “prédios residenciais comuns, escolas” e incendiaram um mercado tradicional da capital. Segundo ele, o bombardeio também destruiu o Museu de Chernobyl e danificou o Museu Nacional de Arte.
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Kiev após ataque russo (Foto: Serviço Estadual de Emergências da Ucrânia)
Zelensky já havia alertado que Moscou preparava um novo ataque de grande escala com o uso do míssil Oreshnik. O aviso, segundo o presidente ucraniano, foi baseado em informações compartilhadas pelos serviços de inteligência da Ucrânia.
Em publicação nas redes sociais, Zelensky informou ter conversado neste domingo com o presidente da França e com o primeiro-ministro da Noruega para discutir a resposta internacional aos bombardeios. “Sou grato a todos que não se calam diante do que a Rússia está fazendo”, declarou.
Ataque ucraniano deixou 21 mortos na Rússia
A ofensiva russa ocorreu após o ataque de drones contra um alojamento universitário em Starobilsk, na região de Luhansk ocupada por Moscou. Autoridades russas afirmam que 21 pessoas morreram e outras 42 ficaram feridas após a ação atribuída a Kiev.
A escalada também ampliou a tensão diplomática no Conselho de Segurança da ONU. Durante reunião emergencial convocada pela Rússia, o embaixador ucraniano Andrii Melnyk rejeitou as acusações de crimes de guerra feitas por Moscou e afirmou que as operações realizadas por Kiev tinham como alvo estruturas militares.


