Um líder religioso norte-americano ligado no passado ao movimento conhecido como “cura gay” foi preso nos Estados Unidos após uma investigação policial sobre tentativa de encontro sexual com um suposto adolescente de 14 anos. O caso envolve Alan Chambers, de 54 anos.
De acordo com informações divulgadas pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange, na Flórida, Chambers teria mantido conversas entre fevereiro e maio com uma pessoa que acreditava ser um adolescente. Segundo as autoridades, tratava-se de um policial atuando disfarçado em uma operação de combate à exploração infantil.
A investigação aponta que o suspeito utilizou aplicativos de mensagens para manter contato e teria enviado conteúdos de teor sexual, além de tentar marcar um encontro presencial.
Líder religioso é preso nos EUA
As autoridades afirmam que, durante as conversas, Chambers discutiu detalhes do suposto encontro e demonstrou preocupação em evitar ser descoberto. O caso foi tratado como tentativa de aliciamento de menor por meio eletrônico.
Leia também: Irã nega avanço nas negociações com Washington: ‘Mera especulação’
Em nota divulgada pelas autoridades locais, investigadores afirmaram que a operação buscava identificar potenciais abusadores antes que qualquer contato com menores ocorresse.
Líder religioso é preso nos EUA após investigação sobre tentativa de encontro com suposto menor. Reprodução/ Orange County Sheriff’s Office
O caso ganhou repercussão por causa do histórico público de Chambers. Entre 2001 e 2013, ele liderou a organização Exodus International, grupo que defendia práticas conhecidas como “cura gay”, voltadas à tentativa de mudança da orientação sexual.
Anos depois do encerramento da organização, Chambers fez declarações públicas reconhecendo danos causados por esse tipo de abordagem e pediu desculpas a pessoas afetadas.
Segundo registros divulgados pelas autoridades locais, ele foi liberado após pagamento de fiança e responde a acusações relacionadas a aliciamento eletrônico de menor, envio de material impróprio e uso indevido de meios de comunicação. Entre as medidas impostas pela Justiça estão restrições de contato com menores e limitações ao uso de redes sociais enquanto o processo segue em andamento.


