A Polícia Federal transferiu o banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum na superintendência da corporação em Brasília. A mudança ocorreu no início da noite da última segunda-feira (18). Além disso, a PF também restringiu as visitas dos advogados ao empresário, preso preventivamente desde março no âmbito do chamado Caso Master.
Segundo informações apuradas pela coluna de Igor Gadelha, Vorcaro deixou a sala especial onde estava custodiado anteriormente. O espaço havia sido utilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante período de prisão na sede da corporação. Agora, o banqueiro passou a ocupar uma cela destinada a presos em trânsito pela superintendência.
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Mudança de cela na superintendência
De acordo com pessoas próximas ao empresário, a nova cela possui estrutura mais limitada. Aliados afirmam que o espaço apresenta condições inferiores às de unidades prisionais do Distrito Federal, incluindo a Penitenciária da Papuda e a Penitenciária Federal de Brasília.
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Entretanto, a Polícia Federal não divulgou detalhes oficiais sobre as características da nova acomodação. A transferência ocorreu após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do Caso Master.
Conforme a decisão, Vorcaro passaria a seguir as “regras de funcionamento ordinárias” da superintendência da PF em Brasília.
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PF restringe acesso da defesa
Além da mudança de cela, a corporação também alterou as regras de visita dos advogados. A partir de agora, a defesa poderá encontrar o banqueiro apenas duas vezes ao dia. Cada visita terá duração máxima de 30 minutos.
Ainda segundo as informações divulgadas, os advogados também não poderão utilizar instrumentos de trabalho durante os atendimentos. Antes das mudanças, os representantes de Vorcaro tinham acesso ao empresário entre 9h e 17h, sem limitações semelhantes.
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A defesa ainda não informou se pretende recorrer das novas medidas adotadas pela Polícia Federal.
Caso Master segue sob investigação
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde 19 de março. O empresário é investigado no âmbito do Caso Master, que tramita sob relatoria do ministro André Mendonça no STF.
As alterações na rotina do banqueiro ocorreram em meio às discussões envolvendo um possível acordo de delação premiada. Segundo informações divulgadas pela coluna, investigadores avaliam que Vorcaro não teria apresentado todas as informações consideradas relevantes para o andamento das apurações.
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Além disso, integrantes da investigação entendem que o banqueiro estaria omitindo nomes de pessoas ligadas ao esquema investigado.
Por enquanto, a Polícia Federal e o STF não divulgaram novos detalhes oficiais sobre o andamento do caso.










