A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A denúncia foi apresentada na sexta-feira (15) e tem como base uma série de vídeos publicados por Zema nas redes sociais.
Nas gravações, intituladas “Os intocáveis”, o político faz críticas ao STF e associa Gilmar Mendes e outros ministros da Corte ao caso envolvendo o Banco Master. Para a PGR, o conteúdo ultrapassa os limites da crítica institucional e atribui ao magistrado a prática de corrupção passiva.
Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, as publicações atingem a honra e a reputação funcional do ministro. “A narrativa contém carga difamatória e injuriosa própria, inteiramente associada ao conteúdo calunioso veiculado”, afirmou na denúncia. O órgão também pediu indenização equivalente a 100 salários mínimos devido à gravidade da acusação.
Após a denúncia, Zema reagiu publicamente e criticou o Supremo. “Os intocáveis não aceitam críticas. Não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro”, declarou à imprensa.
Troca de ataques entre Zema e Gilmar
O embate entre o ex-governador e o ministro já vinha se intensificando nos últimos meses. Em uma das respostas às críticas de Zema, Gilmar Mendes ironizou o sotaque do político mineiro e afirmou que ele “governou Minas com liminares do STF”, em referência às decisões judiciais que suspenderam o pagamento da dívida do estado com a União.
Durante o conflito, Gilmar também chegou a solicitar a inclusão de Romeu Zema no inquérito das Fake News, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.
A denúncia apresentada pela PGR agora será analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, que decidirá se aceita ou não a abertura de ação penal contra o ex-governador mineiro.
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