O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou nesta sexta-feira a visita oficial de três dias à China após encontros com o presidente chinês, Xi Jinping, em meio às tentativas de reduzir tensões entre as duas maiores economias do mundo. A viagem terminou sem anúncios concretos de novos acordos, mas com sinais de aproximação em temas comerciais e divergências ainda abertas sobre Taiwan.
O principal foco esteve nas negociações comerciais e nos temas estratégicos que vêm marcando a relação entre Washington e Pequim nos últimos anos. Na segunda reunião entre os líderes, realizada em Zhongnanhai, sede do governo chinês, Trump afirmou que os dois governos discutiram a guerra envolvendo o Irã e concordaram que Teerã não deve possuir armas nucleares. O Ministério das Relações Exteriores chinês declarou que o conflito “nunca deveria ter acontecido”.
Os discursos públicos feitos pelos presidentes procuraram demonstrar disposição para reduzir o clima de rivalidade entre as potências. Xi afirmou que o cenário internacional atravessa uma “nova encruzilhada” e defendeu que chineses e norte-americanos atuem como parceiros. Enquanto o republicano elogiou o “relacionamento fantástico” com o líder chinês e disse que a relação bilateral poderá ser “melhor do que nunca”.
O encontro de Trump e Xi ocorreu meio às tentativas de reduzir tensões entre as nações (Foto: Daniel Torok/ Casa Branca)
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Apesar do tom conciliador, Taiwan permaneceu como um dos temas mais delicados da visita. O governo taiwanês informou que acompanhou de perto as conversas entre Trump e Xi e afirmou manter diálogo constante com Washington. Em comunicado, o chanceler taiwanês, Lin Chia-lung, declarou que os EUA mantêm a política histórica em relação à ilha e que “não mudou”.
Ainda, Trump afirmou nesta sexta-feira que não assumiu “nenhum compromisso de qualquer forma” sobre Taiwan durante as reuniões em Pequim. O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, declarou que Pequim considera que o governo norte-americano compreende a posição chinesa sobre Taiwan. Segundo ele, “a questão de Taiwan é o assunto mais importante nas relações China-EUA; ela afeta a situação como um todo”.










