O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (15), no Rio de Janeiro. Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão no condomínio de luxo onde ele mora, na Barra da Tijuca, dentro da Operação Sem Refino, que investiga um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos para fora do país.
Além de Castro, Ricardo Magro, dono do grupo Refit, também entrou na lista de alvos da ação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, a Polícia Federal cumpre 17 mandados de busca e apreensão e aplica sete medidas de afastamento de função pública no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.
Investigação aponta estrutura financeira para esconder bens
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria usado uma rede societária e financeira para esconder patrimônio e movimentar recursos de forma ilícita. A corporação informou que a apuração envolve suspeitas de “ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.
A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros ligados aos investigados, além da suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas.
Outro ponto da decisão judicial inclui a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da INTERPOL, mecanismo internacional usado para localização e possível prisão de procurados fora do país.
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Cláudio Castro deixou o cargo de governador em 23 de março de 2026, um dia antes de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por oito anos. A decisão tratou de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
A atual operação da PF ocorre em meio a esse histórico recente e integra investigações mais amplas conduzidas no âmbito da ADPF 635/RJ, ação relacionada à atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no estado.









