O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve viajar aos Estados Unidos para se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump, segundo O Globo. A expectativa é que o encontro ocorra em Washington na quinta-feira (7). A agenda estava prevista desde o início do ano, mas foi adiada em razão da guerra no Oriente Médio, que atrasou a definição da viagem.
Segundo a previsão, Lula embarca na quarta-feira (6) e retorna ao Brasil na sexta-feira (8). O encontro ocorre após um período de tensões entre os dois países, marcado por divergências políticas e um recente impasse diplomático envolvendo a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Na ocasião, o governo norte-americano retirou as credenciais do delegado brasileiro que atuou no caso, medida respondida pelo Brasil com base no princípio da “reciprocidade”.
Desde o adiamento da visita, Lula fez críticas à ofensiva conduzida por Trump no Oriente Médio, chegando a classificar a guerra como “maluquice”. “O Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra feita com o Irã” afirmou o petista. O tom das declarações elevou a tensão entre os governos, embora, mais recentemente, o presidente brasileiro tenha manifestado solidariedade ao norte-americano após um atentado ocorrido durante jantar dos correspondentes em Washington.
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No cenário político, a reunião gerou reações. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ironizou o encontro em publicação nas redes sociais. Em publicação na rede X nesta segunda-feira (4), Eduardo escreveu: “Ué, mas não era o Flávio Bolsonaro o cara do imperialismo yankee? E a narrativa de Lula defender a soberania nacional? A verdade é que Lula, malandro que é, fez um discurso para a militância e outro para as elites. Entre um e outro existe um abismo”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, ao comentar a viagem durante agenda em São Paulo, afirmou que torce “para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa se fortalecer ainda mais em benefício de dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente, que são Brasil e Estados Unidos”.










