Nesta sexta-feira (10), o Nubank anunciou acordo com a WTorre para a compra dos naming rights do estádio do Palmeiras, o Allianz Parque, que a partir de agora não se chamará mais Allianz Parque, devido a rescisão de contrato da WTorre com a Allianz e assinatura da nova parceira com o Nubank.
Afinal, o que são naming rights? E por que está tão em alta?
Os naming rights (direitos de nome, em português) são acordos comerciais em que uma empresa adquire o direito de dar nome a um espaço, como estádios, arenas ou centros esportivos, por um período determinado. Nesse tipo de contrato, a marca patrocinadora paga um valor, geralmente bem alto, para associar sua identidade ao local, que passa a adotar um nome comercial durante a vigência do acordo.
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Exemplos no Brasil
Diversos clubes brasileiros já adotaram o modelo, como:
Palmeiras – Allianz Parque (Allianz)
São Paulo – Morumbis (BIS)
Corinthians – Neo Química Arena (Neo Química)
Atlético Mineiro – Arena MRV (MRV)
Athletico Paranaense – Ligga Arena (Ligga Telecom)
Em alguns casos, o acordo não altera diretamente o nome tradicional. Um exemplo recente é o Uberlândia Esporte Clube, que vendeu seus naming rights para a Uber, mas manteve a identidade original do clube.
Foto: UberLANDIA
Por que os clubes adotam naming rights?
A prática se tornou cada vez mais comum no futebol brasileiro por razões financeiras e estratégicas. Para os clubes, representa uma fonte relevante e constante de receita, fundamental para manutenção de estruturas, modernização de arenas e investimentos no elenco.
Já para as empresas, o principal benefício está na visibilidade. O nome do estádio é citado com frequência em transmissões, notícias e no cotidiano dos torcedores, fortalecendo o reconhecimento da marca. Além disso, há também o ganho de imagem: associar o nome a um clube ou estádio tradicional agrega valor e prestígio à empresa patrocinadora.










