A relação entre os Estados Unidos e a Otan enfrenta um momento de instabilidade impulsionado pelas cobranças de Washington envolvendo o conflito no Oriente Médio. Nesta quinta-feira (9), o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, rebateu críticas feitas pelo presidente Donald Trump sobre a atuação do bloco na guerra contra o Irã.
Em discurso em Washington, Rutte afirmou que os países-membros têm atendido às demandas feitas por Trump para fortalecer a aliança, mas reconheceu que houve demora inicial no apoio às operações. “Quando chegou a hora de fornecer o apoio logístico e de outras naturezas que os Estados Unidos precisavam no Irã, alguns aliados foram um pouco lentos, para dizer o mínimo. Mas, para ser justo, eles também ficaram um pouco surpresos”, disse.
Ele explicou que a reação foi influenciada pela decisão dos EUA de não informar previamente os parceiros. “Para manter o elemento surpresa nos ataques iniciais, o presidente Trump optou por não informar os aliados com antecedência. E eu entendo isso”.
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Secretário-geral da Otan, Mark Rutte e secretário de estados dos EUA, Marco Rubio (Foto: Divulgação/ Otan)
Rutte ressaltou que, após esse momento, houve mudança de postura e que “quase sem exceção, os aliados estão fazendo tudo o que os Estados Unidos pedem”. O secretário-geral também mencionou o esforço europeu para ampliar investimentos militares e classificou o movimento como uma “mudança de mentalidade” dentro da Otan. Ele ainda criticou o que chamou de “reportagens alarmistas” sobre o futuro da aliança. “Vou deixar isto bem claro: esta aliança não está ignorando o perigo iminente”, declarou.
Na quarta-feira (8), o governo norte-americano havia elevado o tom contra o bloco. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que os mesmos da Otan “foram postos à prova e falharam”.
O presidente norte-americano também criticou os aliados nas redes sociais e afirmou que “a Otan não estava lá quando nós precisamos dela, e eles não estarão lá se nós precisamos deles novamente”. Ainda, segundo o jornal The Wall Street Journal, Trump avalia medidas para punir países da aliança pela falta de apoio na guerra.










