O papa Leão XIV celebrou no domingo (5) a missa de Páscoa no Vaticano diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro e fez um apelo para que líderes mundiais priorizem o diálogo em meio ao cenário de conflitos internacionais. A celebração incluiu a tradicional bênção “Urbi et Orbi”, dirigida à cidade de Roma e ao mundo.
Durante a mensagem pascal, o pontífice pediu que governantes abandonem decisões que alimentam guerras e optem por soluções negociadas. “Que aqueles que têm armas as depõem. Que quem tem poder para iniciar guerras escolha a paz. Não uma paz imposta, mas construída pelo diálogo; não buscando dominar, mas encontrar o outro”, afirmou.
Leão XIV também saudou os fiéis em diversos idiomas. Em português, disse: “Feliz Páscoa. Levai a todos a alegria do Senhor ressuscitado [Jesus Cristo] presente entre nós”. O papa utilizou ainda línguas como italiano, inglês, espanhol, alemão e chinês ao longo da celebração.
Papa Leão XIV durante missa de Páscoa (Foto: Reprodução/ Vatican News)
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Primeira missa de Páscoa presidida pelo papa Leão XIV
Esta foi a primeira missa de Páscoa presidida por Leão XIV desde que assumiu o comando da Igreja Católica, há cerca de 11 meses. A cerimônia reuniu milhares de pessoas e teve cantos litúrgicos, leituras bíblicas e um sermão dedicado ao significado da ressurreição de Jesus Cristo, data central do calendário cristão. A Praça de São Pedro foi decorada com cerca de 60 mil flores dispostas em frente ao púlpito utilizado pelo pontífice.
O pontífice ainda criticou a indiferença diante das mortes causadas por guerras e afirmou que o mundo vive um período marcado por violência e sofrimento. Segundo ele, a mensagem da Páscoa aponta para a possibilidade de transformação e renovação mesmo em meio a crises.
As cerimônias deste domingo encerraram as celebrações da Semana Santa no Vaticano, conduzidas por Leão XIV ao longo dos últimos dias. Durante os ritos realizados nos dias anteriores, o papa participou da procissão da Via-Sacra em Roma carregando uma cruz de madeira, gesto incomum desde a década de 1970, e também celebrou a liturgia da Paixão de Cristo deitado no chão, em sinal de humildade e reflexão.










