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Saída de Bruno Peixoto no fim da janela altera planos da federação PRD-SD

Administrador Por Administrador
1 de abril de 2026
Em Política
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Saída de Bruno Peixoto no fim da janela altera planos da federação PRD-SD

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Bruno Goulart

Como fica a montagem de chapa da federação PRD-Solidariedade com a saída do deputado estadual Bruno Peixoto (UB) às vésperas do fim da janela partidária? A resposta, dentro do grupo, é de que a base foi mantida, sem perda de outros nomes para a disputa. O entendimento é de que a saída foi pontual e não provocou uma debandada, o que, neste momento, é visto como fundamental para manter o projeto vivo. 

Agora, a federação que dizia ter uma nominata completa lida com um cenário mais apertado, principalmente na disputa para deputado federal. Na semana passada, integrantes da cúpula dos dois partidos afirmaram ao O HOJE que a chapa estava fechada, com 42 candidatos a deputado estadual e 18 nomes para federal. 

Mesmo assim, há impacto direto no cálculo eleitoral. A projeção inicial da federação era eleger até três deputados federais. Agora, esse número já foi revisto para dois. A leitura interna é de que a ausência de Bruno reduz a força da chapa nesse nível, já que o presidente da Assembleia Legislativa (Alego) era considerado um nome com potencial de votos e com capacidade de ajudar outros candidatos da lista.

Outro ponto que pesa é o momento da saída. A decisão ocorreu no fim da janela partidária, que se encerra no próximo sábado (4), fase em que os partidos fazem os últimos ajustes, definem alianças e fecham suas chapas. Isso limita o tempo de reação da federação e dificulta qualquer tentativa de recomposição. Nos bastidores, há incômodo com a forma como o processo aconteceu, principalmente por ter sido tão próximo do prazo final, mas a orientação é evitar desgaste público e seguir com o planejamento possível.

Leia mais: Deputados de Goiás ainda definem troca de partido antes do fim da janela

Apesar disso, integrantes da federação avaliam que o movimento não gerou surpresa. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o histórico político de Bruno já indica inconstância nas decisões. Ainda assim, o presidente da Alego era tratado como peça importante na articulação da chapa, com participação na montagem e com ajuda para atrair nomes. Por isso, sua saída acabou por ter um peso maior do que apenas a perda de um pré-candidato.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Bruno assinou filiação ao União Brasil em 17 de março, seis dias após ingressar no PRD e três dias depois que o agora ex-governador Ronaldo Caiado se filiou ao PSD, em 14 de março. Isso reforça a leitura de que a mudança estava em construção antes mesmo do anúncio público.

Debandada
Internamente, a principal preocupação agora é evitar um efeito em cadeia. A saída de um nome com peso político pode levar outros pré-candidatos a reavaliar seus planos, principalmente aqueles que apostavam na força do grupo para viabilizar a eleição. Até o momento, porém, não há confirmação de novas baixas e a prioridade é manter os nomes que já estavam alinhados.

Na avaliação do mestre em História e especialista em Políticas Públicas Tiago Zancopé, a saída tende a enfraquecer o senso de grupo. “Sem o Bruno como puxador de votos e como referência interna, cada um passa a olhar mais para o próprio caminho”, afirma. Segundo Zancopé, isso muda a dinâmica da federação e pode reduzir a confiança entre os integrantes.

O historiador também chama atenção para a mudança no tipo de relação política. “Uma coisa é construir junto, outra é apoiar de fora. Isso gera dúvida e pode desorganizar o grupo”, diz. Para Zancopé, o maior desafio agora será manter um mínimo de unidade até o fim do processo eleitoral.

Já o estrategista político Marcos Marinho avalia que o episódio altera diretamente o planejamento feito até aqui. “A chapa foi pensada com base em um cenário com o Bruno. Sem ele, a conta muda e exige reorganização”, afirma. Segundo Marinho, a tendência é que alguns pré-candidatos repensem suas estratégias nos próximos dias.

Marinho também não descarta novas movimentações. “Muita gente pode buscar caminhos que considere mais seguros. A matemática com o Bruno era uma. Agora é outra”, diz. Ainda assim, o estrategista lembra que, por se tratar de uma federação, não há espaço para rompimento neste momento, o que obriga os partidos a seguirem juntos. (Especial para O HOJE)

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