Parlamentares de oposição integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apresentaram nesta sexta-feira (27) uma notícia-crime contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, à Procuradoria Geral da República (PGR).
A queixa se refere às falas do ministro em sessão no Supremo nesta quinta-feira. Os ministros decidiram por encerrar os trabalhos da CPI, em oposição à ordem de André Mendonça, que havia determinado a prorrogação da comissão. O colegiado tem até sábado (28) para aprovar seu relatório final.
Fala polêmica de Gilmar
Durante a sessão, Gilmar Mendes afirmou que membros da CPI Mista teriam praticado condutas criminosas relacionadas ao vazamento de informações sigilosas em posse da comissão. Mendes se referiu às práticas como “abomináveis” e executadas com manifesta “falta de escrúpulo”, citam os parlamentares na peça.
“É leviano o ministro da envergadura dele fazer as acusações reiteradas que fez sem dar nomes a quem vazou tais informações”, disse o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (28).
Os deputados Hélio Lopes (PL-RJ), Evair de Melo (PP-ES), Luiz Lima (Novo-RJ), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO), além dos senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) participaram da coletiva e também assinam a notícia-crime.
Os parlamentares argumentam no documento que o ministro cometeu crimes como calúnia e difamação e constrangeu o Parlamento.










