A Polícia Civil do Rio de Janeiro procura por Márcia Gama Nepomuceno, mãe do rapper Oruam, após ela não ser localizada durante uma operação contra o crime organizado. A mulher passou a ser considerada foragida depois de não ser encontrada pelos agentes durante o cumprimento de mandados judiciais.
A ação faz parte da Operação Contenção Red Legacy, que tem como objetivo desarticular a estrutura nacional da facção criminosa Comando Vermelho. As investigações apontam que Márcia teria atuado como intermediária entre integrantes da organização fora dos presídios e lideranças presas.
Márcia é esposa do traficante Marcinho VP, considerado um dos principais líderes históricos da facção criminosa. Segundo a polícia, ela teria participação na troca de informações e articulações ligadas ao grupo criminoso.
Durante a operação, policiais cumpriram mandados contra diversos investigados suspeitos de integrar o esquema. Além da mãe do cantor ser alvo, a operação prendeu políticos que supostamente participam de um esquema entre o tráfico e a política. Durante as diligências, o vereador Salvino Oliveira (PSD) e seis policiais militares acabaram presos. O parlamentar foi detido sob a acusação de fechar um pacto nefasto diretamente com Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, um dos chefões da organização.
Após a repercussão do caso, o rapper Oruam se manifestou nas redes sociais criticando a ação policial. “Triste ver eles fazendo política em cima da minha família. Minha mãe sofreu tanto, não merece isso. Para me atingir, estão atacando meu bem mais precioso; o sistema é nojento. Só peço que não acreditem em todas essas mentiras a respeito da minha família. Ano de eleição, e eles são capazes de tudo para ganhar votos”, escreveu o rapper no Instagram.
A defesa de Márcia Gama afirma que as acusações são infundadas e que ela já teria sido absolvida anteriormente em processos relacionados a suspeitas semelhantes.
Oruam foragido
Oruam é considerado foragido desde o dia 1º de fevereiro. Segundo a SEAP (Secretaria de Administração Penitenciária), a tornozeleira do cantor foi desligada na mesma data. A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Tribunal do Rio de Janeiro, assinou o novo pedido de mandado de prisão.
As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil continua tentando localizar os suspeitos envolvidos na operação.
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